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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Um país com bom café!


Chegamos em Bogotá e os problemas de cidade grande já conhecidos apareceram nos primeiros minutos: trânsito, problemas para encontrar onde ficar, GPS que cisma em não funcionar direito. Conseguimos um hostel meio chumbrega, ainda mais tendo saido do oásis Renascer e decidimos que dois dias seriam suficientes para explorar a capital colombiana. Já tinhamos visitado Bogotá na parte 1 da viagem, feito o ótimo Museo do Oro. Dessa vez fizemos o tão bom quanto Museo Botero. 

Trânsito de Bogotá

A arte de Botero nos faz sorrir, que delícia passear pelas suas galerias. O museu ainda conta com Picasso, Monet, Chagall mas claro, o destaque são as pinturas e esculturas de Botero que com suas formas roliças nos fizeram sorrir deliciosamente. 
Monalisa de Botero

O museu é gratuito e engloba a Casa da Moneda. Não deixe de apreciar os objetos religiosos feito de ouro e pedras preciosas, um deles com quase 5 kg de ouro e mais de 1400 esmeraldas incrustadas. 

Interior Museo Botero

Barranquero
Também passeamos pela Zona Rosa, um bairro cheio de marcas de grifes e shoppings. Que loucura, como os bogotenses gostam de shopping! Nessa região, em poucas quadras, quatro shoppings! Contamindos pelo " espírito natalino" acabamos comprando uma cafeteira tipo prensa francesa e um moedor manual de café. Já estreamos os dois nesse começo de 2013 e adoramos nosso presentinho de natal. Também aproveitamos para assistir O Hobbit. Muito tempo fora de casa, temos essas necessidades loucas de urbanização como ir ao cinema e frequentar livrarias. 
Saciados dessas necessidades e com o cronograma apertado, decidimos seguir viagem para a Zona Cafetera, mais precisamente, para a cidadezinha de Salento, onde encontramos o Hostel Serrana, um lugar que é super bem recomendado mas que quando chegamos estava sem internet e sem banho quente. Passamos o Natal no hostel, fizemos nossa ceia simples-porém-gostosa e passamos mais um Natal diferente, sem overdose de comidas e presentes. Foi no hostel que avistamos um pássaro muito bonito, que num primeiro momento achávamos que era o quetzal. Não era o quetzal e sim o barranquero.
Por estar na Zona Cafetera e saber que o café colombiano é um dos melhores do mundo, decidimos conhecer uma finca de café. Graças a Deus a moça do camping percebeu que estávamos em busca de um algo mais e nos indicou a Sachamama. Nem podemos dizer que é uma finca, a propriedade é pequena para esse titulo mas a experiência foi inesquecivel. 
Com a mão na massa
O Pedro nos recebeu em sua casa e conversa sobre tudo, principalmente sobre como decidiu fabricar café orgânico e atender turistas. Almoçamos uma comidinha orgânica-vegetariana com ele e depois, embaixo de chuva, partimos para a experiência propriamente dita. Fizemos todo o processo do café -colheita, descaroçamos, secamos, torramos, moemos e preparamos nosso café. Nem precisa dizer: foi o melhor café que tomamos na vida. Foi nessa ocasião que compreendemos porque os colombianos chamam seu café de tinto: a cor do café pronto na xícara é ligeiramente avermelhada, tinta, tinto! Delicioso! Nem precisa dizer que saimos com o complemento do nosso presente de natal, café em grãos! Tivemos um trabalho bem grande para encontrar o Sachamama (havia uma ponte quebrada e o Pedro não coloca placas no caminho) mas valeu a pena. Programa altamente recomendável! Pra você, viciado em coordenadas geográficas, segue a posição (N 4*36'36,3'' W 75*35'20,3'')
Também visitamos nas imediações de Salento uma floresta com as palmas de cera, o Vale de Cocora. A palma de cera é muito alta, atinge até 70 metros, super longeva e árvore simbolo da Colômbia.

Palmas de cera se destacam na paisagem
Da Zona Cafetera, seguimos rumo ao sul passando por Cali (cidade que não conhecemos), Popayan (que não nos atraiu suficiente para nos deixar ficar uma noite) e Pasto, onde visitamos o altamente recomendável Hospital Universitário Departamental para tratar uma infecção urinária forte.

Casinhas brancas em Popayan



Cuye delivery!
O atendimento em Pasto foi surpreendentemente bom, por isso caso esteja sentindo algo e consiga esperar, passe nesse hospital. Foi em Pasto que ouvimos pela primeira vez falar que as pessoas comiam cuye. E o que são cuyes? São o porquinho da índia, aquele bichinho fofinho que muitas pessoas tem de estimação. O engraçado foi que queriamos comer o tal do cuye mas o restaurante selecionado estava cheio. Dai o pessoal do hotel pediu um cuye para entregar, um porquinho da índia delivery! Numa embalagem de isopor! Comemos e o veredito foi: é bom mas tem muito osso e pouca carne. No Equador e no Peru é bem fácil encontrar. Portanto se vc realmente gostar, pode comer os porquinhos da índia muitas outras vezes...
 De Pasto, seguimos para Ipiales onde apenas passamos a noite para cruzar mais uma fronteira, dessa vez, com o Equador. 

Considerações sobre a Colômbia: alguns anos atrás, a Colômbia era considerada um país perigoso por conta do narcotráfico. Hoje, a situação está muito melhor e gostamos bastante de viajar por esse país mas para viajantes de carro tem outros probleminhas
Tapadores de buraco após pedágio
- são as piores estradas no conjunto até o momento. Perigosas, apenas serras, a maioria esmagadora de pista simples, cheias de pedágio (mesmo com asfalto ruim e as vezes, até sem asfalto!), com motoristas imprudentes. Até agora, no topo da lista do pior lugar para dirigir no mundo. Se fizer os deslocamentos entre essas cidades de carro, aumente bastante o tempo dispendido. Num dia, percorremos 300km em 8 horas. Cuidado, atenção, paciência e grana prá pedágio é o que você vai precisar fazendo a Colômbia de carro. 
- muitas paradas militares e policiais. Não tivemos nenhum problema com policiais corruptos mas é sempre bom andar com os documentos sempre em ordem. A primeira coisa que nos pediram foi o SOAT (seguro obrigatório). 
- o diesel tem outro nome: ACPM e é vendido por galão com preço mais caro do que no Brasil

Entretanto.....
- a Colômbia é o país das frutas e casas de sucos naturais. Experimentamos muitos novos sabores tomando suco todos os dias! Brasileiro gosta de se vangloriar de suas frutas mas as colombianas são melhores, todas!  Parecem que colocam açúcar de adubo!
Pithaya

- é um país de muitas belezas e de povo feliz. Não perca a experiência de andar numa buseta, os coletivos nas cidades. Eles são enfeitados com cortinas e sempre com uma salsa de trilha sonora. Além da mão na buzina do motorista, imprescindível!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Descobrindo as montanhas colombianas

Todo dia o sol se põe no mar em Cartagena.
Na ida de nossa viagem, passamos duas semanas em Cartagena por causa do envio do carro de navio para os EUA. Agora na volta, passamos novamente uma semana em Cartagena esperando para poder retirar nosso carro e seguir viagem rumo ao sul do continente. Apesar de Cartagena ser uma cidade interenssantíssima e altamente recomendável, ficamos cansados de ficar na mesma cidade por tanto tempo. Ainda mais, porque se comparada com as demais cidades colombianas, Cartagena é cara e quente! A mais importante dica de Cartagena, escolha algum lugar com ar condicionado para ficar.  Dessa vez, passeamos pela cidade murada e como estávamos sem o carro, ficamos hospedados no tradicional bairro Getsemani. A localização do hostel num primeiro momento assustava. Mas depois da primeira noite nos acostumamos com os boêmios e as prostitutas, praticamente dentro dos dos livros de Gabriel Garcia Marques (leia Memoria de mis putas tristes). Pegamos gosto por um hábito hiper saudável dos colombianos- os sucos naturais. Descobrimos sabores de várias frutas diferentes! 


Experimente zapote com leite
Adoramos comida de rua: arepas com queijo





Canyon Chicamocha
Scenic drive
Depois de desembaraçar os papéis do carro e pegar o Jumbo de volta, seguimos para as montanhas onde o clima ameno permitiu que acampássemos no carro. Nosso primeiro destino foi a cidade de San Gil. No caminho, passamos pelo Canyon de Chicamocha, um canyon impressionantemente grande. Não chega a ser um Grand Canyon mas é muito bonito e vale a parada. Ao invés de irmos ao Parque Nacional do Chicamocha conhecer o canyon, decidimos visitar um mirante porque pensamos que seria grátis mas o pedágio de COP 10 quebrou nossa perna. A  estrada que contorna o canyon é muito cênica, várias paisagens deslumbrantes. Você sobe e desce que é uma loucura mas vale bastante a pena. É um ótima quebrada de viagem.










Em San Gil, encontramos um camping ótimo e acabamos ficando por três noites. San Gil é conhecida por seus esportes radicais, como rafting. Nós passeamos bastante mas aproveitamos para relaxar um pouco, já que o camping onde ficamos tinha umas piscinas deliciosas, inclusive com tobogã pequeno mas divertidíssimo. Um oásis depois de Cartagena! (Camping San Marcos, COP 20.000,00) 
Parece pouco mas essa piscina foi deliciosamente refrescante

Em um desses dias, aproveitamos para conhecer a linda e charmosa cidade de Barichara. Com aquelas casinhas coloniais branquinhas e céu azul intenso, Barichara é um convite a contemplação. Do Parque de las Artes um mirante tira o fôlego com a vista para o vale. Foi em Barichara que conhecemos o Juan, o menino fofo desse post. Tivemos um ótimo tempo por lá, mas acabamos voltando para San Gil para dormir no camping. Até rolava fazer um free camping, mas as piscinas no San Marcos falaram mais alto. 
Catedral de Barichara

Barichara




























De San Gil, seguimos para Villa de Leyva, sem saber muito o que esperar. Bem, mais uma cidade colonial charmosérrima, tomamos cafés deliciosos no parque central (na Colômbia parque é sinônimo de plaza) e vimos a vida passar aos montes. Com 12.000 habitantes e 2100 metros de altitude, Villa de Leyva é uma cidade que merece ser visitada. 


A tranquila Villa de Leyva





Cozinha da casa de barro
Foi lá que conhecemos a Casa Terracota, a maior casa de barro do mundo. Falando assim, parece apenas um outro check point do guiness book mas essa casa é uma atração imperdível! Toda - TODA- construída em barro, por dentro e por fora, ela é a realização de um devaneio de um arquiteto sonhador. Demos sorte em conhecer o arquiteto que com sua paixão explicou os detalhes da construção não aparente. Se nós com o Jumbo somos a prova viva de que sonhar e fazer é possível, conhecendo a casa de barro, percebemos que não estamos sozinhos nessas aspirações.
Casa Terracota
Villa de Leyva tem muitas trilhas e algumas caminhadas para serem feitas. Também é conhecida por seus fósseis de animais pré históricos. Nós ficamos tranquilos e preguiçosos principalmente porque ficamos acampados no Hostel Renacer (COP 20.000,00), por enquanto figurando no topo da lista dos campings onde ficamos até o momento. O dono Oscar Gilède, um biólogo com espírito overlander, comanda o hostel com maestria. Tudo funciona bem. Além disso, ele tem muita informação da região e de toda Colômbia. Aproveitamos para cozinhar e fizemos umas trutas deliciosas que são comercializadas na peixaria da cidade. Como restaurante, indicamos o simples e bom Tienda de Teresa. Foi lá que comemos a cazuela boyacense, deliciosa, com leite, ovo, queijo e pão. 



Cazuela Boyacense, deliciosa e simples


Foto clássica da Catedral de Sal
Seguimos viagem rumo a Bogotá. No caminho, paramos em Zipaquirá, a cidade da Catedral de Sal. Impressionante, após a exploração da mina de sal, os mineiros esculpiram uma catedral toda em sal a 190 metros abaixo da superfície. A visita é guiada, começa passando pela via sacra para terminar na catedral em si, onde ainda se rezam missas todos os domingos. A catedral chega a acomodar 8400 pessoas. Tudo isso dentro da montanha. Dormimos no estacionamento do Museo Arqueológico e pudemos aproveitar o agito da sexta a noite na pequena e movimentada Zipaquirá. 
No próximo post, continuamos a falar sobre a Colômbia, um país com ótimas atrações mas também com os seus espinhos.
Dentro do tunel da Catedral

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Cotidiano: La Casa Rodante

Pois então, eu não sei qual a reação de vocês ao virem um carro enorme todo adesivado com mapas circulando na sua cidade. Se você vive numa cidade grande e com muito trânsito, talvez nem perceba que ao seu lado viajantes continentais também dividem o mesmo stress. Com a grande diferença que os viajantes estarão de olhos bem abertos, tentando absorver tudo que aquela nova cidade de pedra representa, comparando com o que conhece e torcendo para escapar logo de todo esse cinza e cair numa cidade pequenina, tranquila e bucólica.
Porém, se você vive nessa cidade pequenina, tranquila e bucólica e o mesmo carro chega e dá apenas uma volta na praça principal, você não só perceberá aquele carro enorme como ficará curioso em saber o que aquelas pessoas estão fazendo na sua cidade.
Foi assim que aconteceu em Barichara, Colômbia. Cidade fotogênica, quase 10.000 habitantes. Chegamos no primeiro dia do Festival de Música.
No meio daquelas centenas de casinhas coloniais cuidadosamente preservadas que conhecemos o Juan, na casa de seus 9 anos.

"Essa é uma casa rodante"
Sim
"Vocês viajam com a casa rodante?"
Sim
"E vocês foram até onde com ela?"
Até o Alasca
"Alasca!!! Com a casa rodante?"
Sim!
Olhos - e dedos- de curiosidade
E nesse momento, com essas pouquissimas trocas de palavra, o que estamos fazendo de repente ficou mágico de novo. E mostramos o mapa, de onde saimos, por onde fomos. As bandeiras dos paises que já passamos.
"Eu nunca tinha visto uma casa rodante."
Venha olhar dentro
"Uau, para que serve isso? E isso?"
- curiosidade sem fim -
"E por que está escrito assim www.projetoanima.com? Por que .com"
Para ler nossas coisas na internet.
"Você escreve em inglês?"
Não, em português. Tem algumas coisas em inglês. Não posso escrever em espanhol porque não sei.
"Ahhh, olha eu te ensino!"
Impagável! Barichara, a casa rodante, o Juan. Tudo!
Só que a casa rodante não fica parada. A casa rodante precisa rodar. No mesmo dia, partimos para San Gil. Mas as histórias, essas já foram pro arquivo da memória.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Bogotá

Com o atraso do navio, os passeios e visitas que havíamos combinado com nossos amigos Juan e Erwin foram (infelizmente) cancelados. Acabamos fazendo apenas uma conexão na capital da Colômbia. Como essa conexão foi de sete horas, resolvemos aproveitar o tempo e passear no centro além de visitar o Museo del Oro.

Museo del Oro

Bogotá é uma cidade que fica rodeada de montanhas. Sua altitude é de 2600 metros acima do nível do mar e não sei se foi o cansaço ou apenas impressão, mas senti algumas vertigens que atribuí à altitude. O centro é muito dinâmico, com muitos restaurantes e lojas. Para diminuir os efeitos da poluição e transito, Bogotá possui um sistema de rodízio bem rígido, onde o carro pode circular apenas três dias na semana. O nome é Pico y Placa. Caso esteja de carro, é interessante saber quais os dias você pode rodar.

Praça Bolívar

No centro, passamos rapidinho pela Praça Bolívar, rodeada de prédios públicos imponentes.
Mas a jóia da nossa conexão foi o Museo del Oro. Excelente, conta a história do metal desde os primórdios e seu uso em rituais e como forma de poder pelos povos, principalmente pré-colombianos. O acervo é gigante e comprova como a história dos metais está presente na vida das pessoas, tanto na forma simbólica quanto na concreta.

Pelo menos deu tempo de comer uma arepa recheada com queijo

No retorno da viagem, passaremos por Bogotá novamente e pretendemos fazer mais coisas e visitar nossos queridos amigos! 

segunda-feira, 12 de março de 2012

Cartagena de Índias

Ficamos mais tempo que queríamos em Cartagena. Apesar disso, curtimos bastante a cidade considerada por muitos a mais bela da América.

Ao entardecer as cores saltam aos olhos!

Como nossa estadia foi forçosamente ampliada para quase duas semanas (devido ao atraso no embarque do carro), conhecemos a cidade sem pressa e fizemos passeios que outros turistas não fariam como, por exemplo, ir ao cinema.


Cartagena é uma cidade muito bonita, principalmente o centro histórico que fica dentro da cidade murada. Você pode até querer visitar seus museus (o Museo do Oro é gratuito e imperdível), mas Cartagena foi feita para ser apreciada a céu aberto. As construções históricas, os muitos bares e restaurantes e o imperdível por do sol no mar, independente da época do ano.
Não somos os únicos a gostar do por do sol no mar

O astral é de cidade europeia, com vielas charmosas e ar descontraído. Muitas carruagens fazem passeios pela cidade murada, mostrando a cidade de outro ângulo. Outra coisa boa de se fazer é simplesmente sentar numa praça. E ver a vida passar.


Cinco dias são suficientes para desfrutar a cidade murada e ainda incluir passeios para ilhas ou praias próximas. Esses passeios são feitos de barco mas fizemos o único que também consegue-se chegar de carro: Playa Blanca. Imperdível, pois tem tudo que se imagina de uma praia do caribe: mar azul, areia branca e piña colada! Colocamos o tracklog para chegar lá no nosso site.
Playa Blanca

Outro ponto de interesse é o bairro de Boca Grande. Lembra bastante o Guarujá mais pela quantidade de serviços oferecidos (restaurantes, supermercados, lanchonetes, hotéis) do que pela beleza das praias (perde muito para a beleza da pérola do atlântico brasileira).
O que achamos muito ruim em Cartagena foi o trânsito, muito complicado principalmente por inabilidade e grosseria dos motoristas. Não entendemos bem porque mas todos andam com a mão na buzina o tempo todo. Fora que é uma loucura, congestionamentos totalmente fora de hora, entre outros aborrecimentos que provavelmente um turista sem carro sente menos do que aqueles que estão com seu próprio veículo. O táxi para circular em pequenos trechos, como por exemplo da Cidade Murada até Boca Grande tem o preço fechado em COP 6.000 e as muitas busetas, COP 1.500.


Não poderia deixar de escrever que Cartagena é o cenário de muitos dos livros escritos por Gabriel Garcia Marquez, onde o escritor morou grande parte de sua vida. Mas a cidade não explora esse fato.
Colômbia colorida

Como compras, o chapéu está em primeiríssimo lugar. Primeiro que é uma linda lembrança. Segundo que faz sol danado, e o chapéu ajuda muito, apesar de que eleva a enésima potencia a abordagem de ambulantes.

Outro fato interessante é que venta muito, principalmente depois das 14:00 horas. Minha dica é que a mulherada curta um por do sol sem frio, carregando na bolsa um lenço ou um casaquinho para se embrulhar.
Nós gostamos muito da cidade e a indicamos por ser um ótimo destino turístico!

Não esqueça do seu lenço!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Parque Nacional Tayrona

Nosso primeiro destino na Colômbia foi a cidade de Santa Marta. Cidade de praia, com muitos prédios coloniais no centro histórico, essa cidade conseguiu tirar logo de cara a má impressão na fronteira.

Prefeitura de Santa Marta

Próximo a Santa Marta, fica o Parque Nacional Tayrona. Esse parque é conhecido pelas praias e pelo pueblito, um pequeno povoado que habitava a região.

Tarifas do Tayrona

Não conhecemos o pueblito, pois chegar lá exige uma caminhada de 4 horas com subidas e resolvemos curtir as praias do PN. O parque possui estrutura para alojamento, com vários campings espalhados principalmente na praia Arrecifes, redários ou chalés. No nosso caso, ficamos acampados no estacionamento, dentro do Jumbo e apesar de termos que caminhar um pouco para ir ao banheiro, foi ótimo.

Estávamos bem acompanhados no estacionamento!

As praias são feitas a pé ou a cavalo. Mas as caminhadas apesar de longas não são muito cansativas. A trilha passa por dentro do parque, margeando o litoral e apesar de ser a trilha usada pelas mulas, gostamos muito desse caminho. Levamos em média, uma hora e meia caminhando até a Piscina, uma praia onde é possível ver muitos peixes nas rochas da arrebentação. Preste atenção as indicações das praias pois na maioria não é proibido entrar na água. Leve a sério essas indicações pois dois dias antes de chegarmos um suíço havia morrido no mar (disseram que de congestão, mas ele nadou em lugar proibido).

Praia Cañaveral, banho proibido

O Parque possui quiosques que comercializam bebidas e comidas. Caso queira, não precisa levar nada. Mas sempre é mais barato carregar sua água e seu lanche.

Praia Piscina: muitos peixes próximo a arrebentação


Dicas:
- já falei com trio protetor solar, chapéu e repelente nesse post? Não? Portanto, não esqueça: os três são imprescindíveis.
- apesar do passeio ser de praia, considere realizar as caminhadas entre as praias com tênis e meia. Muito mais confortável e seguro.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Colômbia: documentação para saída e entrada

Enquanto na Venezuela a fronteira foi ótima, cruzar a fronteira Venezuela/Colômbia não foi tão fácil. Demoramos mais de 6 horas para realizar os trâmites, simplesmente porque os funcionários do DIAN (aduana) chegaram atrasados e apenas um atendia o público. Enquanto aguardávamos, ouvíamos histórias horrorosas que os venezuelanos contavam sobre espera de 12 horas enquanto outros diziam que tiveram que dormir por lá mesmo, esperando serem atendidos no dia seguinte.
Demoramos para encontrar essa placa!

Aparentemente, o maior problema é que a relação Venezuela/Colômbia não é muito boa. Como a maioria esmagadora de carros que cruzam essa fronteira é desses países, eles trabalham lento, propositadamente. Também percebemos que é uma maneira de “forçar a barra” e pagar alguém por fora para ser atendido mais rápido. Vimos muitas pessoas passarem na nossa frente. O que fazer? Nada, o negócio é se resignar e esperar sua vez (que uma hora chega) ou pagar propina e ser atendido mais rápido.
Para  o DIAN emitir o documento de exportação temporário do seu veículo, você vai precisar apresentar os seguintes documentos (originais e cópias simples):
- documento do carro
- CNH
- passaporte (identificação e página da entrada na Colômbia)
- decalque do chassis em duas vias (realizado por uns carinhas que ficam na porta do DIAN, em plástico próprio). Nós não pagamos por esse serviço, pois na porta do DIAN havia uma nota dizendo que todo o procedimento é gratuito.
Quando estiver com esse documento em mãos, a orientação para fazer um seguro contra terceiros. Ao lado, você encontra uma seguradora e faz o seguro pelo valor de COP 150.000,00. Nós fizemos, mas em nenhum momento, alguém pediu para conferir esse seguro.

Embarque para os Estados Unidos
Nós resolvemos mandar o Jumbo de navio Ro-ro, ou seja, fora do contêiner. O embarque ocorreu em Cartagena e vamos pegar o carro em Galveston, a poucos quilômetros de Houston. Esse trâmite é mais complicado e a primeira providência é contratar um agente aduaneiro. Ele vai te passar todas as instruções, inclusive solicitar alguns documentos por email. O que é possível adiantar é que você vai precisar apresentar na DIAN:
- a autorização de importação temporária do veículo
- CNH
- documento do carro
- passaporte
Além disso, você terá que apresentar um seguro de vida para poder entrar no porto. Depois da entrada na documentação, você irá realizar várias idas e vindas, entre DIAN, porto e agente.
Muita papelada...

Antes de embarcar, o carro passará por duas inspeções, uma da aduana e em outro dia, do anti-narcóticos. Reserve vários dias para realizar esses procedimentos e saiba que o navio está sujeito a atrasos (nosso navio atrasou em cinco dias).
Apesar de burocrático e complicado, nossa experiência no embarque foi boa. As inspeções foram tranqüilas e todos foram bem educados. No momento, estamos no aguardo do carro aqui nos EUA e só poderemos afirmar que tudo deu certo depois de pegarmos o nosso Jumbo de volta!

Enquanto estamos sem o nosso, vamos engordando com outro Jumbo!


Notas:

  • Para pessoas, o procedimento é muito mais simples: apresentamos o passaporte brasileiro e nos deram o visto de três meses para turismo. O único detalhe que achamos importante compartilhar com vocês é no caso do turista permanecer na Colômbia por mais de dois meses da entrada, precisa pagar um imposto no valor de US$ 37 na polícia federal das fronteiras ou aeroportos.
  • É imprescindível ter pesos colombianos já na fronteira, pois mesmo que você não faça o seguro contra terceiros, existe um pedágio (COP 7.500,00) nos 12 km entre a fronteira e a primeira cidade. Portanto, guarde um pouco de Bolívar para trocar na fronteira e ter um pouco de peso colombiano em mãos. Essa primeira cidade se chama Maicao. Não gostamos dela, muito desorganizada e com poucas opções de bancos. Mas tivemos que sacar em um caixa automático com o cartão de crédito pois apesar das estradas da Colômbia serem todas pistas simples, existem muitos pedágios (até Santa Marta foram cinco!).
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