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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Do Pontal até Guarapari

Saímos do Rio de Janeiro pela manhã e após pegar um trânsito digno da 23 de maio (2 horas na cidade), chegamos a BR 101.
Essa estrada vai bem, até a saída para Cabo Frio, pois é duplicada. Depois disso, vira pista simples, e fica mais complicada. Principalmente depois de cruzar a fronteira com o Espiríto Santo. A condição do asfalto piora , a quantidade de caminhões aumenta e apesar de não ter muito sobe-desce, tem muitas curvas o que dificulta as ultrapassagens. Soma-se a condição climática do dia: péssima, com a visibilidade prejudicada por causa da chuva e – voilá- chegamos em Guarapari as 16:30, tendo saído do Pontal, no Rio as 7:20 (rodamos pouco mais de 500km).
Nas nossas lembranças, a BR101 sempre foi embaçada, principalmente o trecho de Vitória a Porto Seguro. Mas sempre é um baque pegar uma pista simples com tanto movimento.
Agora, estamos instalados no Camping Costamares (R$20,00 pp, S 20.62953 W40.44570), na praia de Santa Monica, passando um frio danado com a chuva e o vento fortíssimos na região.
O camping é ótimo, o melhor que ficamos até agora. Muito limpo, bem cuidado e com um funcionário super simpático, o Sr. Solemar, fica na beira da praia, totalmente pé na areia. O que deve ser lindo em dias de verão e sol. Por sinal, andamos pegando umas dicas no site O campista, de um casal de Santos, muito bacana. A dica do camping de hoje, pegamos de lá!
E as fotos seguem amanhã. Para pegar a máquina tenho que atravessar uma área descampada muito grande e o frio impera. Resumo da ópera, vamos ter que tirar nosso cobertor muito antes do esperado.

sábado, 29 de outubro de 2011

Trindade ao Rio de Janeiro

Ontem, tínhamos a opção de ficar em Parati, já que a estrada Real termina nessa cidade. Mas optamos em ir até Trindade pois imaginamos que lá teríamos mais opções de campings. E acertamos!
Trindade é um reduto de pessoas alternativas, que gostam de viver a natureza de forma simples e sem muito trique trique. Portanto, campings não faltam! Agora, a estrutura deles não é lá essas coisas. O camping que a gente ficou, apesar de ser sossegado e tranqüilo era bem simples e com o banheiro e tanque precários.
A vila de Trindade é bem simples, com vários restaurantes que vendem basicamente pratos feitos, de R$10 a R$12. Mas lá também tem outras opções de comida, desde sanduíche de mortadela (R$3,00) a bobó de camarão (R$ 55) ou açaí na tigela (R$6,00). A praia é bonita, com mar verdinho, ideal para surfe pois é de tombo.
Hoje de manhã, partimos em direção ao Rio de Janeiro e no caminho, fizemos um pit stop na sorveteria IceParaty, em Paraty (experimente os gelados de nozes com figo e o de chocolate com laranja: R$4,7/100g). Totalmente diferente de Trindade, Parati é puro charme. Com um Centro Histórico preservado a começar pelo calçamento todo em pedras irregulares (cuidado para não torcer o tornozelo!), Parati enche os olhos de beleza! As construções e as famosas igrejinhas são bem conservadas e misturam uma arte barroca no meio da mata e mar. Uma combinação interessante.
Como tudo tem um preço, ficar lá é muito mais caro que em Trindade, principalmente se você optar em ficar no Centro Histórico. Mas dá para economizar uma graninha ficando no Hostel Don Quixote. Com quartos coletivos para até 7 pessoas, possui banheiro privativo e ventilador e custa R$25 por pessoa na baixa temporada. O melhor é que ele fica no Centro Histórico, na rua da Lapa, pertinho da nossa sorveteria preferida hummmm.
Além de passear pelo Centro, Parati oferece passeios de escuna e barco com parada no caminho para banho. Já fizemos há muito tempo atrás e foi bem gostoso! A vista de Parati do mar é a melhor com certeza!

De Parati, rodamos 241km até o Rio de Janeiro e estamos no camping CCB-RJ-10, na Praia do Pontal (S23°02,036’ W043°29,336’). Filiado ao Camping Clube, tem preços diferenciados para sócios, que pagam a diária no camping por R$10,50. Como não somos sócios, pagamos R$31,50 pp mais R$23,70 pelo motor home. Agora sim, estamos num camping de verdade, com estrutura para o carro (tomada, água e espaço cimentado) e para a gente (banheiros decentes, pias e tanques, tudo iluminado, com manutenção e limpo). Estamos gostando bastante!


Também já fomos testar o quiosque na praia bem em frente do camping: porção de isca de peixe R$20 para 2 pessoas e almoço a R$10 pp (hoje tinha filé de peixe com pirão ou frango). Excelente acompanhamento pra uma cervejinha gelada.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Jumbo Off Road

Nossa opção por um 4x4 foi realmente correta. Nestes últimos dias, fizemos dois trechos que seriam bem mais difíceis em um carro sem tração.
O primeiro, relativamente fácil, foi o trecho entre Gonçalves e São Francisco Xavier. Esse trecho de terra não constava nos mapas mas conversando com os locais, confirmamos que existia essa ligação e que estava em boas condições. O caminho todo foi bem tranqüilo, só no final chegando em São Francisco, a estrada fica bem esburacada e logo em seguida, um declive acentuado e longo com pedriscos deve judiar daqueles que precisam segurar o carro no freio (o que não era nosso caso hehehe). Geralmente as cidades da Serra da Mantiqueira como Gonçalves, Monte Verde, Camanducaia, São Bento de Sapucai e São Francisco são interligadas por estradinhas de terra que acompanham o sobe e desce das montanhas. Cada curva, uma paisagem nova. Um ótimo passeio para carros, motos e bicicletas.


Informações super precisas!

O segundo foi o trecho da Estrada Real que liga Cunha a Parati. Esse, é um pouco mais complicado, principalmente em dias de chuva. Tudo bem que estávamos num dia seco, mas cruzamos com carros como Palio, Gol e Ka pelo caminho mas não imaginamos como alguém em sã consciência coloca seu carro nesse tipo de terreno, a estrada detona demais os carros baixos. Nosso maior receio foi um trecho onde uma pedra limita a altura das viaturas. Mas a altura do Jumbo (2,26m) passou numa boa. Para quem gosta de buraqueira, lamaceira e terrenos acidentados, é pura alegria. Pena, pena mesmo que o tempo em Parati estava nublado e não pudemos admirar as paisagens nas curvas da Serra. Mas atenção: nem imagino como fica em época de chuva. Provavelmente, intransitável até para 4x4s.


Na Estrada Real

De resto, estamos em Trindade/RJ, no camping do Sossego (R$ 10,00 pp/ S 23°20,869’ W 044°43,309’), ouvindo as ondinhas do mar. E sendo interrompidos por figuras que querem saber “Que projeto é esse, meu irmão?”
PS: veja neste link, o arquivo com o tracklog do trecho que fizemos entre Gonçalves e São Francisco Xavier. 
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