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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Manaus e Presidente Figueiredo


Por não ser novidade para nós, programamos uma passagem rápida tanto em Manaus como em Presidente Figueiredo. Estávamos envolvido com os últimos preparativos para a saída do país e portanto, Manaus acabou sendo um lugar para resolver algumas pendências.
Não tivemos interesse em repetir programas, como a visita guiada ao Teatro Amazonas, que é muito legal. Muito menos o encontro das águas, programa que não achamos a menor graça, o típico pega-turista. Um dia inteiro andando de barco, com parada para almoço pré-programado num barco-restaurante onde você não tem outra opção de alimentação, para um gran-finale muito do sem graça ao ver o barco navegar com água de uma cor (e densidade, velocidade, pH) de um lado e de outra do outro.
Programa diferente e que vale a pena é hospedar-se em hotel  de selva. Mesmo sendo um pouco de turista, aí sim você terá a chance de ver de perto o que se imagina ser uma floresta tropical. Vegetação exuberante, com árvores altíssimas em várias camadas. E se for na época da vazante (de junho a novembro) ainda tem maior chance de ver a fauna também, com macacos, araras, jacarés, etc.
Para quem vai até Manaus, vale muito a pena dar uma esticada até Presidente Figueiredo e conhecer algumas de suas muitas cachoeiras. Todas são pagas (o valor varia de R$ 5 a R$ 10 pp) pois ficam em propriedades particulares. Na falta de praia próxima, as pessoas normalmente vão nessas cachoeiras para passar o dia e trazem lanches e bebidas, apesar de na maioria delas possuir serviço de restaurante. 
Visitamos a Cachoeira dos Pássaros, que fica numa estrada vicinal à AM 240. Linda, com ótimo poço para banho, tirolesa e corda para pular no rio. Foi aqui que provamos o peixe matrinxã, muito saboroso.
Outra cachoeira que visitamos foi a do Asframa, sem poço mas com um delicioso banho na cachoeira. Acampamos ali mesmo (R$ 10,00 pp) e o dono, Sr Joaquim, foi extremamente receptivo.
Para quem estiver com crianças, visite o Acqua Park, no km 101 da BR 174. Além de piscinas e toboáguas possui parede de escalada,  arvorismo e lago. A entrada custa R$ 15 e crianças até 6 anos não pagam.
Ficou com vontade de conhecer? Nesse post, temos mais informações.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Manaus, viva essa experiência!

     Fomos para a Amazônia em janeiro de 2008. O Mauro já havia estado lá com as irmãs uns três anos atrás, mas ele topou ir comigo. Fomos de milhagem, pois a passagem aérea para lá é muito cara.
     A Amazônia é outro mundo! Não parece quase nada com o sul/sudeste do Brasil,  mais explorado e conhecido por nós, santistas.

     O clima é diferente, a constituição das pessoas é diferente, os animais, frutas e vegetação são diferentes... Soma-se a isso tudo a grande distância geográfica entre São Paulo e Manaus e pronto: Amazônia pode ser considerada um destino internacional!
     A experiência do Mauro foi bem interessante. Por ter ido para lá duas vezes em épocas distintas, ele vivenciou a a cheia e a vazante. E esse detalhe faz toda diferença. Fica uma fórmula mais ou menos assim: cheia=avistar menos animais; vazante= ver muitos animais.

     Eu fui na cheia e passear de barco pelos rios observando que o nível atinge quase a altura das copas das árvores ( e elas não morrem afogadas!) foi uma experiência incrível. Mas vi pouca fauna.
     Na Amazônia os programas mais legais estão na selva. Pesca de piranhas, focagem de jacaré, alimentação de botos, trilhas e deslocamentos feitos por barcos fazem a gente se sentir mais próximo da natureza. Fora que são passeios regionais, você não encontra em outros destinos essas propostas.

     Nos percursos em barco, no rio Negro, não há mosquitos. Mas nas trilhas pela floresta, vista-se adequadamente, pois fomos picados até na cabeça! Isso que eu estava com blusa e calça compridas (siiimmm, no calor de uns 35°!).
     Desses programas, o que mais “causou” foi a focagem do jacaré. Estávamos hospedados em um hotel nas anavilhanas e na noite da focagem, saímos por volta das 21:00, num barquinho, com mais quatro pessoas, no meio da floresta amazônica, sem celular. O barqueiro se embrenha pelas nas ilhotas, todas IGUAIS, gira, dá voltas e a pergunta “Vocês tem bússula, certo”. Não, lógico que não. Prá quê? Cabloco tem bússula interna! Rodamos por hora e meia e nada de jacaré. E eu, “paciência, já vi jacaré no zoológico, vamos voltar”. Nããão, mais um pouquinho... e o barqueiro se enfia no meio dos galhos das árvores, para ver se encontra um jacaré escondido. E os galhos batendo no barco, a gente tirando os galhos do meio do caminho no escuro e a ideia: já pensou se a gente CAI do barco? Se tem uma cobra no meio desses galhos todos? Afinal, isso é uma floresta...  “Então guia, beleza, queria ver o jacaré, mas ele não quer me ver, vambora daqui...” No caminho de volta, o barqueiro encontra um par de olhos brilhantes. Era um jacaré, que estava no meio de outros galhos. Lá vamos nós, no silêncio e escuro. O guia valente que só, pimba! Pegou o jacaré, que era pequenino, amarrou a bocarra e ficou segurando ele, dentro do barco. E o Mauro “Vai lá, tira uma foto com o jacaré!” “Tô bem aqui.” Todos insistiram, afinal deu trabalho encontrar o tal. Concluindo, o mais perto que consegui chegar foi isso.

     A Amazônia é um programa bem legal. E caso você queira ir,  tome muito sorvete de taperebá, coma tucumã com queijo, experimente o peixe tucunaré em postas. E na bagagem, além de lindas recordações, fotos e palavras de raiz indígenas, volte tendo vivenciado experiências que ficarão para sempre na sua memória.
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