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terça-feira, 28 de agosto de 2012

De volta à estrada


Depois de um tempo parados, nós e o Jumbo, nos preparamos pra voltar pra estrada.
Nossa preparação é mais psicológica, afinal passamos 3 meses com o conforto de quartos com  banheiro, chuveiro e ar condicionado. Sem falar no conforto de estar sempre com pessoas conhecidas e amadas. Agradecemos a todas elas pelo tempo que estivemos juntos.

Roupas todas em sacos zip
Mas o Jumbo precisa de mais do que psicologia. Começamos com limpeza e revisão dos itens básicos: baterias, óleo, pneus, fluido de radiador e inspeção visual. Grande trabalho também pra trocar o guarda-roupa de inverno pelo de verão, lavar todas as roupas e guardá-las para o próximo inverno. Estávamos preocupados se as roupas de inverno caberiam em nosso pequeno espaço sob a cama, mas conseguimos organizar tudo. Tambem aproveitamos a mão na massa e resolvemos 2 coisas que já estavam pendentes desde que saimos de Santos: prender a ponta do para choques dianteiro e um barulho no auto falante na porta do motorista


Caixa de ferramentas preparada pra pintura
Tivemos que repintar as caixas laterais, onde temos a cozinha de um lado e as baterias/ ferramentas de outro. Essa é uma das poucas partes que não são de alumínio e, portanto, enferrujam. Limpamos toda a terra e areia, lixamos pra tirar a ferrugem e pintamos com uma mão de base anti-ferrugem e 2 camadas de tinta pra caçamba de picape.


Além disso, colocamos outra prateleira no armário da cozinha. Uma melhoria pequena, mas agora ficará mais fácil manusear todas as nossas caixas com mantimentos e panelas. 

E também fizemos uma capa para o guincho, que já estava sofrendo com a superexposição ao sol e à chuva. Fizemos uma capa com uma camisa velha, costurando em cima pra fechá-la. Parece tosco de falar, mas até que ficou bonitinha, tem até uma bandeirinha do Brasil na frente.

Não ficou bonitinha ?


A partir de amanhã, estaremos religando o SPOT e na barra de ferramentas acima, no link “Onde estamos” você poderá acompanhar nossos passos.

Ufa, agora estamos todos prontos pra mais seis meses de estrada, dessa vez rumo ao sul. Ushuaia, aqui vamos nós!

domingo, 15 de janeiro de 2012

Seguro Saúde Internacional

            Entre outros preparativos da viagem, vocês já viram que nós nos preocupamos com a saúde. Além de vacinas e remédios, também fizemos seguro saúde internacional.
            Mais do que atentar aos seguros obrigatórios para alguns países* queremos nos prevenir para algum acidente ou doença que possa ocorrer durante a viagem.  E além disso, alguns países como EUA e Canadá não possuem sistema público de saúde com atendimento gratuito. Nesses lugares, se você não tiver seguro de saúde terá que pagar todos os custos como particular, o que é bem caro por lá. Assim, não é nem um pouco recomendado ir pra lá sem um seguro de saúde.
Última do Mauro:
RX no Maranhão depois de uma pancada no joelho.
Felizmente não foi nada
            Além da possibilidade de você ficar doente na viagem, acidentes pequenos e grandes acontecem nos lugares mais inusitados e quando menos esperamos. O Mauro, por exemplo, já rompeu os ligamentos do tornozelo descendo de um ônibus e ficou vários meses imobilizado. Pra ver como podemos marcar bobeira em qualquer lugar.
            Ah, mas meu cartão de crédito já inclui seguro. Bom, você que não é marinheiro de primeira viagem já sabe que os cartões anunciam muito mais do que oferecem. Veja muito bem as letras pequenas da apólice que normalmente as coisas não são tão fáceis assim. A maioria dos cartões, somente indicam médicos, dentistas, etc, sem cobrir os custos deles, que são seus. Alguns até te adiantam um dinheiro numa necessidade, mas você tem que pagá-los depois. Mas existem exceções, e recomendamos que você se arme de muita paciência para ligar à operadora de seu cartão e questionar qual sua cobertura, e tentar conseguir uma apólice. Outra questão é que você tem que comprar a passagem integralmente com o cartão de crédito. Quem está parcelando a passagem ou viajando com milhas pode ter problemas e não ser atendido.

            Em viagens internacionais, nós sempre contratamos seguro adicional, além do cartão de crédito. Já fizemos o seguro Top Travel, da AmEx . Que inclusive usamos quando parte de nossa bagagem foi extraviada e a que chegou estava danificada.
            Também já contratamos o seguro da Corus, que felizmente não usamos.
            Para esta viagem agora, pesquisamos muito e decidimos contratar o seguro da World Nomads. O custo é menor do que um seguro aqui no Brasil, e ele tem cobertura muito superior aos demais (US$ 5 milhões), ressarcimento de 100% das despesas, além de outras coberturas como bagagem, atraso de vôo, roubo de documentos, etc. Quem já usou aprova, mas esperamos não entrar nesse grupo. Veja abaixo uma calculadora online com o custo de seguro, que pode ser contratado online a qualquer momento, mesmo durante a viagem.


Travel Insurance.
Simple & Flexible.





















Policy type






            Num próximo post, nossa pesquisa sobre seguros de veículos.


*países participantes do Acordo de Schengen (Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Itália, Islândia, Holanda, Portugal, Luxemburgo, Noruega e Suécia) solicitam seguro de até 30 mil Euros para despesas médicas. Além desses países, o seguro saúde também é obrigatório para quem vai aos EUA ou Canadá com visto de estudante.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Test trip

Estamos de volta da nossa test trip ao Pantanal. Como foi?
Bem, decidimos conhecer o Pantanal do Mato Grosso do Sul. Saímos de Santos pela Imigrantes  e logo pegamos a Castelo Branco (SP 280) e depois seguimos pela rodovia General Rondon (SP 300). A primeira parada foi em Bauru, onde pudemos provar “o melhor churros do Brasil” e dormimos num posto de gasolina na estrada. Pois é, já na primeira noite testamos dormir dentro do carro num posto. Afinal de contas, foi para ter esse tipo de autonomia que construímos o carro. O churros estava muito bom, na verdade excelente. Já a noite foi mal-dormida, pois eu (Marina) fiquei com frescura de encostar o carro perto dos caminhões e insisti para pararmos no estacionamento para carros, perto da estrada. E assim já tivemos nossa primeira lição aprendida: o barulho da estrada não deu trégua a noite inteira. Mas sobrevivemos e no outro dia, pela manhã, continuamos nossa viagem rumo ao Mato Grosso do Sul.

Tive que experimentar o churros, certo?

A SP 300 chega até a divisa entre São Paulo e Mato Grosso do Sul. Após a ponte sobre o rio Paraná, continuamos na BR 262. A estrada em São Paulo é duplicada e possui mais postos com conveniência que no trecho do Mato Grosso do Sul. Mas tudo tem seu preço, no total da viagem passamos por 28 praças de pedágio (total de R$ 167,50) das quais apenas duas (R$11,00) foram no MS. Todos os trechos de estrada em que passamos estavam em boas condições, com exceção de um pequeno trecho entre Aquidauana e Corumbá que está em obras para recapeamento. Até os trechos de terra da Estrada Parque estão bons pois ainda é tempo de seca. Na época de chuvas talvez seja diferente. Ela tinha várias pontes sendo reformadas, mas muitas também estavam caídas; subindo a estrada, pudemos ir só até a ponte 42, próximo ao Hotel Arara Azul.

 O trecho que passamos pela BR262 tem poucas vilas e cidades. E também poucos postos de combustíveis. Não passamos nenhum aperto nessa questão, mas comprovamos que é bom sempre estar com o tanque cheio e dinheiro na mão, mesmo porque em algumas localidades não se aceita cheque nem cartão de crédito.


Na BR 262

Resolvemos passar a noite em um camping na região de Terenos. Paramos nosso carrinho no camping Riacho Doce (R$15,00pp/ S 20°26.282 W 055°17147) e apesar de já termos comprado e instalado nosso ventilador 12V de caminhoneiro, o calor dentro do Jumbo é que pegou nessa segunda noite. Pudera, por lá os termômetros começam em 35°. Pudemos estrear nosso fogãozinho com um cardápio nem um pouco elaborado (miojo!) e acordar ao som dos passarinhos.
Pantanal 40 graus!
Seguimos para o Pantanal e nos alojamos no camping da Fazenda São João (R$20,00 pp/ S 19°24,648 W 057°02417) e assim como na parada anterior, éramos os únicos campistas. Conseguimos uma tomada para carregar a bateria do Jumbo e fizemos um jantarzinho rápido (patê de atum). Com calor até de noite, aproveitamos pra testar nossa geladeira e tomamos uma cerveja bem gelada!
Passamos duas noites na Fazenda São João. O que foi bom, pois pudemos lavar algumas roupas e eleborar melhor o jantar. Nessa noite, comemos carne seca desfiada na manteiga e macarrão cabelinho de anjo para acompanhar hummm...


Jantar na Fazendo São João

No dia seguinte, partimos. Demos uma esticada até Corumbá, o que para nós foi perda de tempo pois não gostamos da cidade e retornamos para Campo Grande, a capital de MS. Optamos por pernoitar no motel Stillus (R$90,00 com café/ S 20°45386 W 054°69843). Foi um sufoco pro Jumbo entrar pela porta do motel mas acabou sendo mais um teste bem sucedido pra ele!
No outro dia, após passearmos pela cidade, resolvemos pegar a mesma estrada para a volta. Mas dessa vez, paramos em Três Lagoas (MS), a cidade-surpresa da viagem e conseguimos uma vaga num hotel “simples, porém honesto” chamado Novo Hotel (R$75,00 o casal c/ café/ S 20°46,560 W 051°41,968).


Hotel em Três Lagoas
Seguimos então em direção a Santos e nossa intenção era parar em algum camping na região de Botucatu, mas não encontramos nenhum, apenas hotéis com preços salgados (R$ 130,00 sem ar condicionado). Decidimos estender esse trecho até São Paulo e dormir por lá mesmo, pois o teste já havia sido feito e a lista de melhorias e adaptações já estava ficando grande.
No final da viagem, rodamos 3.280m km em 8 dias, o que deu uma média de 400km/dia e o jumbo fez 9km/l . Foi bem puxado mas importantíssimo para fazer todos os testes necessários para a big trip!


O Jumbo na Estrada Parque
Muitas rãs no Pantanal

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O andar da carruagem

Após muita luta, a fase um do carro foi vencida e a estrutura construída pelo Mauro foi colocada em cima do carro. E hoje já conseguimos atualizar o documento do carro e podemos circular com ele sem problemas. No nosso site está o passo a passo dessa primeira fase, para quem quiser ver detalhes de construção.

Na praia do José Menino, Santos


Foram muitos os dragões derrubados para chegarmos onde estamos hoje. Nossas maiores dificuldades foram:

A estrutura foi feita de forma artesanal

·         encontrar pneus para o carro: incrível, mas não encontramos os pneus originais do carro. Tivemos que colocar outros, um pouco maiores.
·         Sair com o carro da oficina (casa dos meus sogros): combinamos com os pais do Mauro de abrir um novo portão para passar o carro montado. Mas o que era para ser simples, demorou horrores pois sempre acontecem imprevistos durante a execução desse tipo de serviço. Nesse caso, foi um vazamento no imóvel ao lado que impedia nossa saída já que necessitava ser consertado antes de terminarem o portão.
·         Adaptar o bocal de combustível: compramos uma adaptação do bocal de moto (RD350) para carro. Foi muito difícil encontrar o que a gente precisava. Acabamos comprando o kit da Gama 4x4
·         A documentação do carro e do Mauro: nem sei dizer quantas vezes fomos ao Detran, mas o Mauro já conhece os atendentes pelo nome. Na reta final, ainda descobrimos três multas no nosso carro que nunca foram enviadas para nossa casa. Na urgência, pagamos as tais multas para andar com a documentação e hoje estamos tentando reaver esse dinheiro ou pelo menos descobrir que multas eram essas.
Apesar de todas as dificuldades, a satisfação de ter terminado essa parte é imensa, mesmo sabendo que ainda temos muito que fazer. Nossos próximos passos serão (não nessa ordem):
Nosso teto abre!

·         Comprar e instalar a janela
·         Instalar o guincho elétrico
·         Passar a fiação e montar a parte elétrica
·         Instalar o tanque de água e parte hidráulica (sob medida, claro)
·         Colocar revestimento interno: isolante + acabamento
·         Montar a estrutura e o colchão da cama
·         Fazer o layout e adesivar o carro



Estrutura do sofá cama





Isolantes colocados



Esses passos não são os últimos. E quando terminados, ainda terão outros como piso, instalar a geladeira, cozinha, entre outros.  Fora o carro, ainda temos todo o resto que envolve essa expedição. Haja fôlego para tantos afazeres!



Veja abaixo nosso vídeo da conclusão da fase 1


domingo, 21 de agosto de 2011

Ferramentas

                Para deixar você a par da situação, caso seja sua primeira visita ao nosso blog, o Mauro está construindo nosso trailer, elaborando o projeto de engenharia e realizando o trabalho braçal. Por trabalho braçal entenda furar, serrar, esmerilhar, lixar, parafusar, rebitar, medir, moldar e todos os outros verbos relativos a fazer coisas com ferramentas que meninas como eu não dominam.
                Quando eu era criança, o que mais eu usava na minúscula oficina do meu pai era a morsa para quebrar nozes no Natal. E olhe lá.
 
                “Passa o sargento”. “Quem?” minha resposta enquanto ajudo o Mauro. Não adianta, meninas não foram criadas no meio de ferramentas, não estão habituadas com esses nomes técnicos. Sei o que é martelo, chave de fenda, prego, mas rebite, sargento, serra circular e macho não fazem parte do meu vocabulário.
                Ou melhor, não faziam. Porque desde essas últimas semanas, tenho ajudado o Mauro na construção de nossa casinha. Fazendo o quê? Coisas bem simples, como segurar madeira, pegar ferramenta (ok, isso é complexo quando não se sabe o nome), organizando as coisas e o ambiente de trabalho, rebitando aqui e furando ali. Lógico que com a furadeira de bancada, sem fazer muito esforço.
                A oficina na casa dos pais do Mauro é bem equipada. Tem ferramentas de várias gerações, que estão na família há muitos, muitos anos mesmo. E outras mais novas, incluindo algumas que compramos agora.
 
                O Mauro disse uma vez que transformar uma partitura em música para ele é como se fosse mágica. Para mim, mágica é transformar um monte de placas de alumínio, rebites e ferros numa casa sobre rodas. Durante esse processo, fui descobrindo um monte coisas novas e legais. Algumas delas vou compartilhar com vocês.
Sargento: serve para segurar uma coisa na outra temporariamente, antes de ser efetivamente preso. Tem de vários tamanhos e geralmente é usado junto com toquinho de madeira.

O sargento está prendendo prendendo o placa de alumínio, com a ajuda do toquinho de madeira.


Rebitadora e rebites: eu ajudei a colocar alguns rebites da nossa casinha. No total foram aproximadamente uns 1000. Eu devo ter colocado uns 50. O rebite se encaixa dentro de um furo (feito pela furadeira) e serve para prender um material no outro e também preencher o espaço desse furo, evitando entrar água ou ar.

Eu colocando alguns rebites com a rebitadora.


Serra tico -tico: corta em curva, corta ferro, madeira, plástico e outros materiais. Essa eu não usei, mas achei o máximo!
Essa é a serra tico-tico

Furadeira de bancada: faz furos sem precisar da força despendida numa furadeira normal. É bem legal!
Chave de catraca: ela serve para parafusar sem precisar ficar girando a chave. É super fácil de usar.
Tijolinhos, cavaletes e macacos hidráulicos: essa foi a parte mais mágica: erguemos praticamente sozinhos nossa casinha de 500kg somente com esses materiais. Fizemos isso para encaixar a casa no carro. Uma forma artesanal que funcionou!

Nossa casinha suspensa por 4 habilidosos apoios.


                Pois é, pessoal. Sempre há tempo para descobrir novas coisas e novas habilidades nessa vida.


No final, a gente se acerta!
 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Adventure Sport Fair

Como escrevemos no Webventure, fomos na Adventure Sport Fair, uma feira voltada para o turismo de aventura. Nela encontramos produtos voltados para esse segmento (roupas, calçados e acessórios), stands de cidades do Brasil e de alguns países da América do Sul e palestras com aventureiros.
Foi ótimo, principalmente pelas palestras. Nós, como futuros overlanders precisamos nos enturmar com outras pessoas que tem interesses e atividades parecidas com a nossa. E não saímos descontentes dessa feira.


A feira desse ano foi no pavilhão da Bienal, no Ibirapuera
Pudemos assistir a palestra e bater um super papo com o casal Joyce e Claudio, do Terras sem Fronteiras, que fizeram um roteiro parecido com o nosso. Extremamente simpáticos e atenciosos, aproveitamos para perguntar sobre o carro, a estrada, o dia a dia e tudo que eu estava louca para perguntar para alguém. A Joyce foi um doce, bem humorada, respondeu tudo que eu perguntava. O Claudio também foi extremamente atencioso, respondeu as dúvidas do Mauro na maior boa vontade. Estão em fase de planejamento para uma Overland no mundo todo, em 2013.
O outro casal foi do Challenging your dreams, a Grace e o Robert. Não conseguimos falar com a Grace, pois não éramos os únicos curiosos da feira mas o Robert  se mostrou muito disponível, mostrou detalhes do carro deles e falou um pouco sobre o dia a dia na estrada. Estão  planejando uma Overland pelas  Américas, também para 2013.
Saímos de lá em êxtase, com tantas informações preciosas que pegamos desses queridos. E também ansiosos, por tudo que iremos ver, conhecer e descobrir em breve na estrada.
Ah, ambos lançaram livros de fotos contando suas aventuras. Recomendamos!!!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Mudanças no roteiro

Esse post é para avisar que nosso roteiro será invertido.
Iremos primeiro em direção ao Alasca, saindo de Santos e dirigindo em direção ao norte do continente americano. A volta será pela costa do pacífico, indo até o Ushuaia.
Fizemos essa alteração por alguns motivos:
- nosso objetivo é chegar no Alasca dia 20 de abril. Do jeito que o roteiro estava, ficaria muito corrido.
- ficar mais tempo atravessando o Brasil antes de cruzar a primeira fronteira trará uma economia de grana. Só fecharemos nosso seguro saúde internacional e a extensão do perímetro do seguro do carro em dezembro (dois meses a menos)
- termos mais flexibilidade com relação a data de saída pois a construção do trailer está um pouco atrasada.


Esse é nosso novo percurso


- teremos mais tempo para nos adaptarmos a esse tipo de viagem, pois temos mais facilidades dentro do nosso próprio país.Enquanto isso, vamos refinando o roteiro e descobrindo cada vez mais coisas que queremos visitar na América! 
Deêm uma olhadinha no nosso site e vejam essas mudanças!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Santa Ifigênia

São Paulo é caótica, barulhenta, bagunçada, tem trânsito e poluição. Mas também é cosmopolita, efervescente, multiétnica  e deliciosamente plural.
Para comprar, não existe lugar melhor. Na região central, você encontra uma rua para isso, outra para aquilo. Geralmente, tudo meio perto,  mas cansativo para se fazer a pé e complicado para se fazer de carro.

O prédio do Banespa (ou seria Santander?) ao fundo, na rua Santa Ifigênia

No desenvolvimento do nosso projeto, as visitas a São Paulo se tornam mais frequentes, seja para conversar com futuros apoiadores/patrocinadores, para comprar o que estamos precisando (não só pelos preços mas pela variedade de produtos) ou para visitar e badalar com famílias e amigos que escolheram a grande capital como sua residência.
Nesta semana, fomos a São Paulo para comprar alguns componentes da parte elétrica do nosso trailer. E lá vai nossa dica: se você quiser alguma coisa elétrica ou eletrônica, se dirija para a Santa Ifigênia.

Tava tranquilo porque era dia de semana!


A Santa Ifigênia é uma rua repleta de lojinhas que vendem tudo dessas duas áreas: cabos elétricos, interruptores, lâmpadas, spots de luz, computadores e jogos, todo tipo de eletrônicos, placas de vídeo, caixas de som e iluminação pra shows e eventos, mídias, celulares, softwares, etc, etc e etc. Tem originais e piratas. Você pode escolher o que prefere e o que está disposto a pagar. Opções não faltam!
Luzinhas de LED, última moda!

Nós compramos luminárias e uma fita adesiva de LED que é a sensação do momento: são finíssimas, consomem pouco e iluminam pra caramba. As tais luzinhas de LED ficaram ótimas dentro do carro e por isso voltamos na loja para comprar mais um metro, dividido em duas fitas de 50 centímetros. Os rapazes que nos atenderam foram muito atenciosos. Essa loja se chama Rill Eletronics e fica no número 573.
Além disso, compramos dois Dot-it, uma lâmpada de LED que funciona a pilha, ideal para colocar dentro de armários (vem com imã e adesivo para prender). Funciona plic-plac (aperta acende/aperta apaga), super prática.

Plic-plac do Dot-it devidamente testado e aprovado.


E o melhor da Santa Ifigênia, pertinho pertinho, na rua Aurora, você dá uma bela relaxada tomando um dos chopes mais tradicionais de São Paulo no Bar do Léo. Se puder, vá na quarta ou sábado, dia do melhor bolinho de bacalhau da cidade. Mas atenção: o bolinho de bacalhau de quarta só tem a noite! Dessa vez, estacionamos quase em frente, mas era cedo e ele ainda estava fechado. Uma pena!!!

Esquina do Léo vazia, momento raro.


Dicas: de preferência, não vá aos finais de semana pois a região ferve. Pesquise antes de comprar, existem inúmeras lojas com o mesmo produto, você consegue barganhar. Para quem vai de carro, existem vários estacionamentos particulares. Nós costumamos parar na rua mesmo (zona azul, R$3,00/hora). Se for de metrô, desça na estação da Luz. Para chegar à Santa Ifigênia, você precisa andar cinco quadras. Na volta, é praticamente caminho passar pelo Léo!

Marquei o metrô da Luz, a Sta Ifigênia e o Bar do Leo para você não se perder...


quarta-feira, 27 de julho de 2011

Permissão Internacional para dirigir

Após sofrermos com a emissão da CNH do Mauro, tivemos uma ótima experiência com a aquisição da nossa PID. Para quem não sabe, PID significa Permissão Internacional para Dirigir e nada mais é que uma tradução de sua CNH para outras línguas. É bem maior que a CNH e não cabe na carteira mas apesar de ser um trambolho, para conseguir tal permissão está facinho, facinho.


Perto dos outros documentos ela é gigante!

Entre no site do Detran e procure esse serviço eletrônico. Você informará o número de registro que consta na sua CNH. Nesse momento, vão aparecer outros dados seus: nome completo, validade da carteira entre outros. Pronto, você já fez o pedido. Agora falta pagar.
Vá ao caixa físico de uma agência do Santander ou Banco do Brasil e diga ao caixa que quer pagar a taxa do Detran cujo código de receita é 425-0 e código de serviço 028. Nesse momento, você escolhe se quer receber a PID em casa ou retirar no Detran mais próximo de sua residência. Após cerca de 15 dias, chega sua PID.
Cada PID custou R$202,95 com a conveniência da entrega por Sedex em casa. Tem a validade da CNH. Um documento caro, mas sem nenhuma burocracia, o que não tem preço em se tratando do Detran. Vale ressaltar que esse é um serviço on-line novo e segundo informações, o Detran está tentando se informatizar para facilitar a vida do cidadão.
Não são todas as viagens que você precisa dessa permissão par dirigir. Se você vai ficar menos de 15 dias dirigindo por um país, na maioria dos países você pode utilizar somente sua habilitação brasileira. Mas no nosso caso, que vamos passar por 18 países diferentes e ficaremos fora por um ano, é imprescindível.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Certificado Internacional da Febre Amarela

Morar num país tropical tem os seus problemas. Um deles é o mosquito. O pior do mosquito além do zunido irritante no ouvido e a coceira provocada pelas suas picadas são as doenças transmitidas por ele. Veja a dengue: problemão em todo início de verão, ninguém consegue encontrar a vacina e o pior, cada vez ela está mais mortal.
Além da dengue, outra doença transmitida por eles é a febre amarela. Mas diferentemente da dengue, possui vacina para evitar o contágio. A vacina é administrada em várias unidades básicas de saúde, de forma gratuita e tem a validade de 10 anos. A febre amarela é uma doença endêmica de regiões de trópicos e sua incidência está na América do Sul e África.

Portanto, mesmo que você viaje dentro do Brasil, para a região Norte, por exemplo, é imprescindível a imunização contra a febre amarela.
O que algumas pessoas não sabem é que para se entrar em alguns países da América do Sul e Central é necessário apresentar o Certificado Internacional da Vacinação contra Febre Amarela. Esse documento é gratuito e será anexado junto ao seu passaporte, para ser apresentado na fronteira desses países. Para conseguir tal certificado, se informe junto a Anvisa. No nosso site também estamos divulgando essa informação.
O meu eu peguei ontem na Anvisa de Santos. Apesar do mau humor da funcionária que me atendeu, consegui o tal certificado e, voilá, mais um item ticado no meu TO DO.


Dos 18 países por onde passaremos, doze exigem esse documento: Bolívia, Brasil, Colômbia, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela. OK, eu já fui pro Paraguai e ninguém pediu tal certificado. Mas custa alguma coisa? Não! Então tome a vacina e pegue o tal certificado. A saúde pública agradece!
Anvisa Santos: Rua Frei Gaspar, 22 conj. 11 e 12. Horário: das 8 às 14 horas. Comparecer pessoalmente munido de CIC, RG e comprovante de vacinação (importante estar o número do lote da vacina).

terça-feira, 12 de julho de 2011

Vistos OK!!!

Entre tantos preparativos, a questão da documentação não pode ser deixada de lado.
Passaremos por 17 países fora o Brasil e devemos estar com tudo em ordem para evitar problemas. No nosso site, fizemos uma pesquisa sobre quais os países solicitam visto de entrada e quais os documentos necessários para a obtenção do mesmo.

Resumindo: Desses 17 países, três exigem visto tirados com antecedência de brasileiros: Estados Unidos, Canadá e México.
Não precisaremos tirar o mexicano porque a Embaixada Mexicana determinou que qualquer estrangeiro com o visto americano aprovado pode entrar no México e permanecer por seis meses. Muito bem, pois parece que o visto mexicano era um tormento para ser tirado e com o Brasil na ponta da bala em turismo internacional, foi uma sábia decisão.
O americano todo mundo já ouviu que é um terror. Não tenha medo. Se você é certinho, não tem passagem pela polícia, já teve outros vistos emitidos e leva todos os documentos comprovando laços eternos no Brasil, terá seu visto aprovado. O que é chato é perder um dia inteiro para a entrevista e ficar sem eletrônicos durante a espera dentro do consulado. Uma multidão de brasileiros solicita o visto diariamente. Portanto, comece a correr atrás disso pelo menos três meses antes da sua viagem.

O canadense é tão chato quanto o americano, mas menos solicitado. A facilidade é que você pode contratar um despachante se quiser facilitar o trâmite. Fizemos um post com maiores informações no nosso blog no Webventure.

O mais importante é sempre verificar se houve alguma alteração de informação e nenhum lugar é melhor de se informar do que no consulado ou embaixada do país que será visitado.
Dê uma olhada nos sites
Já estamos com esses documentos em ordem e ticamos mais esse “to do” do nosso check list!!! Ueba!!!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A saga da CNH

Dirigir é fácil, difícil é tirar a CNH
Para dirigir nos muitos países em que passaremos, é mais prudente termos a carteira de habilitação internacional, ou Permissão Internacional de Dirigir. Um documento fácil de tirar, direto no Detran de sua cidade, no Touring Clube ou até em sites de fora do país.
Só um pequeno detalhe: a habilitação internacional pode ter, no máximo, a mesma validade de sua carteira nacional. E a minha vence em setembro de 2012; no final, mas ainda durante a viagem. Quer dizer que mesmo sem a habilitação internacional eu teria que renovar a habilitação antecipadamente.
Beleza, sem problemas. O mesmo aconteceu com o passaporte, cartões de crédito, vistos, etc. Só ir até o órgão que emite o documento e pedir um novo. Só que, pra quem não sabe, o Detran ganha o concurso mundial de burocracia e antipatia no atendimento, e assim proliferam os despachantes e outros atravessadores que ganham com algo que o Estado deveria fazer. Mas não teria graça - e nem esse post - se fosse assim tão simples. Vamos lá:
Passo 1: Google – descobri que o Detran não permite a renovação antecipada da habilitação, a não ser em caso de “excepcionalidades envolvendo interesse legítimo do condutor”. Achamos que esse era o meu caso e dessa forma teria que entrar com uma solicitação no Detran.
Passo 2: Ciretran de Santos – já sabendo do esquema do Detran, vou com muita paciência procurar o guichê certo e ficar na fila. Explico meu caso e a informação é de que o Detran só permite a renovação da CNH 1 mês antes do vencimento, mas se quiser, posso solicitar uma exceção no Detran que emitiu a CNH, no meu caso em São Paulo capital.

Passo 3: seguimos para o Detran de São Paulo, onde minha habilitação foi expedida, já com todos os documentos necessários para renovar a habilitação, nas vias originais, cópia simples, mais autenticada em 9 vias e rubricadas pelo presidente do Senado de 1998, além de carregar uma grande dose de paciência.
                Após uma peregrinação no prédio pra encontrar o guichê certo, apresento meu caso e a simpatia que dormiu de calça jeans molhada pede para falar com o supervisor, que está na mesa atrás dela - Sr, nós não podemos renovar a CNH antecipadamente, mas falta muito tempo ainda pra você sair, volte novamente 2 meses antes de viajar. Nem preciso dizer que a segunda tentativa de convencimento foi tão frutífera quanto a primeira. Voltamos pra casa. Pelo menos passeamos de metrô.
Passo 4: Despachante – até aqui foi mais difícil do que pensava e vou precisar contar com a boa vontade do delegado do Detran. Melhor procurar um despachante, de preferência que tenha bons contatos dentro do Detran e que talvez facilite esse processo. Assim entramos em contato com o Despachante Cury, por telefone já que o Princesa fechou. A primeira informação foi que o Detran não fazia renovação antecipada, mas pela minha insistência, falaram que iriam verificar. Pediram cópia da minha CNH, que enviei escaneada por email no mesmo dia. Após 1 semana, liguei pra ter notícias. Pediram novo email pois o primeiro não chegou. Novo email, mais uma semana, estão verificando com o Detran. Mais uma semana e ainda não tiveram resposta. Quando liguei na 3ª semana me informaram que não tinha jeito, o Detran não faz renovação antecipada. Grrrrr !
Passo 5: Detran Santos – decidi tentar a renovação por minha conta no Ciretran de Santos – que é mais perto pra mim do que ir pra Sampa fazer isso. O primeiro passo seria transferir a CNH pra Santos e depois tentar a sorte em um processo pra renovação antecipada. Foi quando apareceu uma alma caridosa e atenciosa a quem agradeço muito, a Sheila, atendente do Ciretran. Expliquei pra ela meu caso, que iria transferir a CNH pra Santos, entrar com processo pra renovação antecipada e depois tirar a PID, quando:
                - mas então seria melhor você já fazer o exame médico agora. Porque o que vence é o exame médico, e fazendo um no momento da transferência, a CNH será reemitida já com validade de mais 5 anos. E depois é só pedir a PID que sairá com essa mesma validade.
                Hein ?! Como assim? Porquê ninguém me falou isso antes? Era só fazer qualquer alteração na CNH, alterar a categoria, transferência de cidade, etc e fazer também o exame médico.
                Peguei a lista de documentos e o procedimento pra agendar o horário pela internet no e-cnh SP. Não sei se a Sheila curtiu minhas costeletas ou eu é que estou zicado pra emitir essa CNH mesmo. Devido a um problema de sistema, não consegui fazer o agendamento pela internet, e tive que voltar mais 3 vezes no Ciretran pra resolver. No dia programado pra colher as informações biométricas: fotografia e digitais, fui lá mais 3 vezes, e entre elas fiz o exame médico e paguei a taxa de transferência.


Além da Sheila, as costeletas tem outras fãs
  Mas depois de muita paciência e gasolina, consegui dar entrada no processo de renovação. Dizem que daqui a 10 dias – úteis – ela estará reemitida com validade pra 2016. Depois é só tirar a PID.
Fala sério, Brasil! Dá prá complicar mais um pouquinho?
Aguarde os próximos capítulos dessa emocionante saga, em breve, aqui no nosso blog!

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