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sexta-feira, 4 de julho de 2014

O sonho não acabou

Dia 27 de maio completamos aniversário de fim de viagem. Já estamos de volta faz um ano!!!
Não foi um ano fácil esse. Muitas vezes não conseguimos nos reconhecer nas nossas fotos da viagem. O que vivemos nesses 19 meses foi tão intenso que parece fazer parte da história de outras pessoas.
Nesse um ano muitas coisas aconteceram, provavelmente com menos intensidade do que os meses que estivemos na estrada mas não menos importantes.
Uma delas foi a reversão do Jumbo em pick up. Por motivos pessoais, tivemos que desmontar nossa casinha. Antes da reversão, tentamos vender o Jumbo montado, com os acessórios dentro. Acreditávamos que era um desperdício desmonta-lo  pois outros viajantes poderiam aproveitá-lo e serem felizes on the road, como nós fomos. O anunciamos várias vezes mas apesar de termos recebido vários telefonemas infelizmente, a venda não se concretizou.
Muito prazer Munk!

Então, durante o feriado de 1º de maio, organizamos tudo e desmontamos o carro. Dessa vez, tudo foi muito rápido, comparando com a construção dele. Alugamos um munk (uma espécie de guindaste) para retirar a casinha e colocar numa estrutura que o Mauro construiu, com solda e suor. Nessa operação, colocamos de volta a caçamba e voltamos a ter uma pick up. A casinha será desmontada aos poucos e tentaremos vender tudo que for possível on line (no caso dos acessórios que adquirimos como a geladeira e o porta potti) ou em ferros velho (chapas de alumínio e barras de ferro).
Passa-se as fitas e suspende. Segura o fôlego!

Só o cavalo da Hilux

Suspendendo a caçamba

Precisão

Ressurge a pickup

Claro que ficamos muito sensibilizados em ter que desmontar nosso companheiro de viagem. O Jumbo foi muito mais que um carro. Ele era considerado o terceiro membro da nossa aventura e muitas vezes a preocupação com a saúde dele era maior do que com a nossa. Não temos do que nos queixar sobre ele. A parte mecânica do carro não deu problema. Trocamos uma peça por causa da condição das estradas bolivianas. A parte que foi construída pelo Mauro, nossa casinha, foi sofrendo algumas melhorias no caminho e também não temos do que nos queixar. Cumpriu sua função e conseguimos dormir dentro dos nossos 5 m² em mais de 50% do tempo. Só isso fez valer a pena o tempo e esforço empregado na construção. Por sinal, ao fazer a pesquisa nos posts antigos sobre a criação do Jumbo, impossível não se emocionar e pensar " Não é que deu certo?". Apesar do Mauro ser engenheiro, essa ousadia de construir o próprio carro com as próprias mãos e sair pelo mundo é extraordinária. Que experiência!
Desde que voltamos, rodamos com o Jumbo em poucas ocasiões e percebemos que ele não tinha nascido para ficar numa garagem. Ele foi feito para rodar. Principalmente após de tantos mil quilômetros rodados (foram quase 100.000!) em pouco tempo. Portanto, com o coração na mão, o desmontamos  e pusemos um ponto final no Projeto Anima, travessia das Américas.
Claro, as histórias desses dias, a experiência adquirida, tudo isso fica com a gente. E um pouquinho com você que acompanhou essa aventura!
Um último selfie dos membros da equipe

Um grande abraço e safe travels!!!
Marina e Mauro

terça-feira, 7 de maio de 2013

Novamente, Chile!


Moai
Após Mendoza nosso próximo destino foi no Chile: Viña del Mar, uma cidade graciosa, na beira do Pacífico. Viña e sua quase irmã, Valparaíso são destinos de fim de semana para os santiaguinos. Apesar da proximidade, Viña é muito mais arrumadinha que sua vizinha Valpo.
Tentamos visitar o daMuseu de Arqueologia e História Francisco Fonck mas estava fechado. Mesmo assim pudemos nos deliciar com algumas obras em sua porta que convidam o visitante a querer conhecer mais dentro do museu. Uma dessas peças é uma estátua de moai da Ilha de Páscoa.
Agora, imperdível é a La Sebastiana, casa onde Pablo Neruda viveu com seu grande amor, Matilde. A casa é pura poesia. O poeta preencheu todos espaços da casa. A poltrana chamada Las Nubes, o quadro de homem que comprou para fazer companhia a outro de mulher, o bar. Tudo tem história. A casa fica localizada no Cerro Florida, em Valparaíso, com vista privilegiada para a baía. A visita é audioguiada e não é permitido tirar fotos dentro da casa (P$ 4000,00).
Mirante na La Sebastiana
Com gostinho na boca de Neruda, resolvemos visitar outra casa sua na Isla Negra. Nessa, as coleções mais importantes são vinculadas ao mar: mascarones de proa, réplica de veleiros, conchas, etc. Neruda era um marinheiro de terra. Foi aqui que ele escreveu o Canto Geral. A casa fica na beira da praia onde também está seu túmulo. Sobre essa casa Neruda escreveu: “A casa foi crescendo, como a gente, como as árvores...”. O valor da entrada é o mesmo da Sebastiana, mas nessa o guia é pessoal.
Os sinos também fazem parte de sua coleção

Ainda há outra casa em Santiago, mas essa não visitamos. Se tivesse que escolher apenas uma para visitar seria a Sebastiana em Valparaíso.
Mercado Central: nada de mais
Seguimos para a capital do país, Santiago. Apesar de capital, Santiago é muito mais tranquila que outras capitais por onde passamos. Conseguimos até estacionar o carro numa rua do centro! Conhecemos o Palacio de la Moneda (onde mora o presidente), a Plaza de Armas, o Mercado Central, a Catedral mas o que chamou mais nossa atenção foi o café com piernas.
Como assim, café com pernas? Eu nunca tinha ouvido falar nisso, o Mauro que veio todo me avisando que no centro de Santiago existem cafeterias que se chamam café com piernas porque nelas os balcões vazados deixam os clientes apreciarem as pernas das atendentes que sempre estão com as pernas de fora. Claro que eu fui junto, queria saber que história é essa do café vir acompanhado de pernas e descobri que não tem nada demais. As moças realmente usam uma roupa que deixa as pernas de fora, botam uma meia calça e um sapato alto e servem café. Sinceramente, vimos moças com roupas mais curtas na rua, não tem nada de outro mundo. Mas os café vivem cheios, principalmente de homens. Que tomam um cafezinho (e diga-se de passagem, o café estava muito bom) e ainda dão umas olhadinhas nos lindos pares de pernas que ficam desfilando na sua frente. Fomos ao Café Haiti, no Paseo Ahumada. Mas existem outros como o Prietto.  
 
Nesses cafés não têm mesas
                                                                                                                                                                   
Bom esse foi o café que nós fomos, tradicional. Vimos outros “cafés” com vidro preto na porta que o café com pernas é mais, digamos, quente. Não sei nem quero saber o que acontece lá dentro.
Também aproveitamos Santiago para consertar o carro. Para peças automotivas, procure a Av. 10 de julho. Tem tudo de peças e muitas lojas de serviço.
Onde arrumamos nosso carro
Todas as noites que ficamos na capital dormimos num Copec, um posto de gasolina. Com wifi e banho quente foi o melhor e mais barato lugar que encontramos para ficar acampados.
Dando continuidade a visitas em vinícolas, resolvemos visitar duas no Chile. Uma foi a Concha y Toro, bem próxima a capital. A visita foi ótima. Foi na Concha y Toro que pudemos experimentar todas as variedades de uva que eles utilizam pois eles mantém umas vinhas para experimentação. Experimentar a uva Malbec e a uva Tanah diretamente da parreira ajuda a perceber diferenças.
Barris da Concha y Toro

Eles tem um restaurante correto lá dentro e acabamos tomando muito mais vinho que queríamos, já que ganhamos um monte de cortesias. Resultado: tiramos uma soneca no estacionamento da vinícola. Lado bom de andar sempre com a casa nas costas!
Degustação 

Seguindo a Pan Americana rumo ao sul do país, visitamos a vinícola Santa Cruz, uma das melhores experiências que tivemos com vinho até o momento. Foi lá que aprendemos a decifrar um vinho. Excelente!
Vinicola Santa Cruz

Um pouco mais ao sul, paramos para visitar uma bela cachoeira que tem na região que chama-se Salto del Laja. O acesso é gratuito e você não pode se banhar. Contente-se em apenas admirá-la.
Salto del Laja

Pessoas no final do arco-íris

Fronteira
A estrada que sai de Mendoza e vai para o Chile passa pelo Parque Nacional Aconcágua, o topo das Américas, cume americano mais alto com 6.960 metros. Destino de muitos escaladores, o Aconcágua não é para qualquer um. Muito tentam e poucos chegam ao seu cume. Nós apenas tivemos um relance rápido dele numa paradinha que demos na entrada do parque. Decidimos não realizar nenhum passeio já que íamos cruzar a fronteira no mesmo dia e fronteiras sempre são uma incógnita.
Estrada lenta e sinuosa
Oficialmente aberto nosso zigue-zague Argentina/Chile, o Paso Fronterizo Los Libertadores que liga Mendoza a Viña del Mar foi o mais tranquilo de toda viagem. As aduanas e imigrações acontecem juntas para quem está indo para o Chile, em território chileno, após passar um túnel. Todo o trâmite de saída e entrada acontece nos mesmos postos, quase não saímos de dentro do carro. Apenas para vistoria do Chile, o que foi muito rápido e profissional. Para brasileiros todo o trâmite é sem custos, tanto imigração quanto aduana.
Depois de tudo pronto veio o problema: demoramos horrores na estrada porque estão refazendo a estrada. A sorte que demos foi que para quem estava indo para as cidades chilenas a estrada estava aberta. No outro sentido a estrada estava fechada e abria somente a noite. Caso passe por esse trecho, favor se informar com as autoridades chilenas sobre horários (ruta 60).

Pablo Neruda
Acho que o Neruda era bom de lábia...
Nascido no sul do Chile, seu nome de batismo é Neftali Ricardo Reyse Basoalto. Ele escolheu o nome de Pablo Neruda em homenagem a um poeta tcheco. Neruda ganhou um Nobel pela sua obra o que fez que o Chile tenha dois nóbeis em literatura: Neruda e Gabriela Mistral. Além de poeta, Neruda era diplomata, ligado ao partido comunista, foi candidato a presidente do Chile e senador. Na época da ditadura militar em seu país, teve que se exilar na Europa numa fuga épica pelos Andes chilenos para a Argentina. Neruda se casou três vezes mas aparentemente teve várias outras namoradas. Sua última esposa, Matilde, foi responsável por desencadear novos e lindos poemas de amor.Visitar as casas de Neruda no país que ele nasceu e amou traz o poeta muito próximo aos seus fãs. Elas são testemunhas de como o poeta devia ser uma pessoa especial.
Neruda morreu em 1973, logo após o golpe militar liderado por Pinochet. Apesar de estar com câncer, sua morte ainda é motivo de discussões pois muitos acham que ele pode ter sido envenenado. Um mês após nossa visita a Isla Negra, seu corpo foi exumado e será estudado para esclarecer sua causa mortis.
Bom, essa foi uma pequena biografia do Neruda. Para conhece-lo melhor, sugiro ler alguns de seus poemas. As odes são uma boa maneira de iniciar além dos poemas de amor, simplesmente divinos. As casas onde ele morou também ajudam a compreender mais desse grande poeta.  E também existe um bom filme “O carteiro e o poeta”.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Cabras e trânsito na capital da Guatemala


Capitais sempre são um problema para viajantes com carro. Grandes, barulhentas, super populosas e com um trânsito maluco, a melhor saída é evitá-las a qualquer custo. Fomos para a Ciudad do México sem o carro e apesar de termos virado sardinhas nos metrôs supercheios, não havia a preocupação com trânsito.
O ônibus está exatamente onde a placa não indica
Mas não pudemos evitar a Cidade da Guatemala. O Mauro precisava ir ao dermatologista e precisávamos trocar a pastilha de freio do Jumbo e achamos que a capital seria o melhor lugar para realizar essas duas coisas. Até foi, passamos no médico, compramos o remédio e trocamos as pastilhas do carro. Mas a cidade é um inferno!
O trânsito é muito louco, o pior por onde passamos até agora. Pior que SP? Sim, muito pior. Não existem placas, o sentido das ruas trocam de lado de uma hora para outra e fazem uma divisão de pista com muro de concreto em muitas vias, impossibilitando a mudança de faixa, te levando pra onde você não quer ir. Para piorar, os guatemaltecos dirigem muito devagar, quando andam a 30 km/h eles brecam, pois está muito rápido.

Cuidando do jumbo
Se a Cidade da Guatemala conquistou o posto do pior trânsito, ela também conquistou o primeiro lugar em “acontecimentos bizarros”da viagem. Enquanto estávamos parados no trânsito do centro da cidade, um pastor levava suas cinco cabras para pastarem pela calçada. O mais engraçado: vimos as cabras pastando pelo centro os dois dias que ficamos ali. Algo totalmente impensável! Mas valeu como despedida divertida de um dos melhores destinos da América Central, principalmente por causa do seu povo acolhedor.


Repare na cara da menina vendo as cabras comendo folhinhas


Procedimentos para saída da Guatemala:
Passamos a fronteira chamada Floridos de Guatemala para Honduras. Essa fronteira fica perto de Copan Ruinas, nosso primeiro destino em Honduras. Contra todos os prognósticos, foi uma das fronteiras mais tranquilas até o momento.
Pessoas: dar baixa no passaporte
Carro: cancelar a importação temporária do veículo na aduana.
Chegando na fronteira, estacione o carro do lado direito da estrada e atravesse a estrada para realizar esses dois tramites. A imigração e a aduana ficam uma ao lado da outra. O processo foi sem custo.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

De volta à estrada


Depois de um tempo parados, nós e o Jumbo, nos preparamos pra voltar pra estrada.
Nossa preparação é mais psicológica, afinal passamos 3 meses com o conforto de quartos com  banheiro, chuveiro e ar condicionado. Sem falar no conforto de estar sempre com pessoas conhecidas e amadas. Agradecemos a todas elas pelo tempo que estivemos juntos.

Roupas todas em sacos zip
Mas o Jumbo precisa de mais do que psicologia. Começamos com limpeza e revisão dos itens básicos: baterias, óleo, pneus, fluido de radiador e inspeção visual. Grande trabalho também pra trocar o guarda-roupa de inverno pelo de verão, lavar todas as roupas e guardá-las para o próximo inverno. Estávamos preocupados se as roupas de inverno caberiam em nosso pequeno espaço sob a cama, mas conseguimos organizar tudo. Tambem aproveitamos a mão na massa e resolvemos 2 coisas que já estavam pendentes desde que saimos de Santos: prender a ponta do para choques dianteiro e um barulho no auto falante na porta do motorista


Caixa de ferramentas preparada pra pintura
Tivemos que repintar as caixas laterais, onde temos a cozinha de um lado e as baterias/ ferramentas de outro. Essa é uma das poucas partes que não são de alumínio e, portanto, enferrujam. Limpamos toda a terra e areia, lixamos pra tirar a ferrugem e pintamos com uma mão de base anti-ferrugem e 2 camadas de tinta pra caçamba de picape.


Além disso, colocamos outra prateleira no armário da cozinha. Uma melhoria pequena, mas agora ficará mais fácil manusear todas as nossas caixas com mantimentos e panelas. 

E também fizemos uma capa para o guincho, que já estava sofrendo com a superexposição ao sol e à chuva. Fizemos uma capa com uma camisa velha, costurando em cima pra fechá-la. Parece tosco de falar, mas até que ficou bonitinha, tem até uma bandeirinha do Brasil na frente.

Não ficou bonitinha ?


A partir de amanhã, estaremos religando o SPOT e na barra de ferramentas acima, no link “Onde estamos” você poderá acompanhar nossos passos.

Ufa, agora estamos todos prontos pra mais seis meses de estrada, dessa vez rumo ao sul. Ushuaia, aqui vamos nós!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Revisões Hilux 60 e 70 mil km

            Com a loucura da partida, acabamos não postando nada sobre a revisão dos 60 mil km do Jumbo. Apesar de estar um pouco antes da quilometragem indicada, optamos por fazer a revisão do Jumbo em Santos antes de partirmos:


Fazendo a revisão antes da partida em Santos,
com a equipe de atendimento, de peças e de serviço.
Revisão de 60 mil km
Realizada em 24/out/2011 aos 59126 km, na Toyota Collection, Santos SP
Troca de óleo e filtro, filtro combustível, de admissão de ar e de ar condicionado, correia de distribuição e pastilhas de freio dianteiras, além da lubrificação do diferencial
Valor: R$ 885,62 só o valor da revisão, sem as pastilhas de freio (não fazem parte da revisão, foram trocadas por estarem desgastadas).
Também comprei algumas peças de reposição para levar, caso precise e não encontre: filtros de óleo e de combustível, anel do bujão e correia dentada.

Nesses últimos 2 meses, rodamos mais de 12 mil km e aproveitamos pra fazer a revisão de 70 mil km em nossa parada em Belém PA. Além da necessidade de fazer uma revisão pela quilometragem, ela também é necessária pelas condições que enfrentamos, com muitos kilometros de areia.

Revisão de 70 mil km em Belém, PA
Revisão de 70 mil km
Realizada em 02/jan/2012 com 71639 km, na Toyobel (Pará Automóveis) em Belém, PA
Troca de óleo e filtro , e filtro de combustível apesar de não ser necessária. Além da lubrificação do diferencial e da árvore de transmissao.
Valor: R$ 467,42 
Além da revisão, compramos filtros de ar e de ar condicionado extras, para troca posterior, que não estão inclusos no valor acima.  


Como o carro ainda está na garantia, nossa escolha tem sido fazer todas as revisões em concessionárias autorizadas. Mas a manutenção não é feita somente lá não. Além das paradas previstas a cada 10mil km, também fazemos:
- análise visual em cada abastecimento (em uma delas descobri a perda de alguns parafusos de roda);
- calibragem adequada dos pneus (normalmente para asfalto);
- verificação do óleo e outros fluidos (radiador, água, etc);
- lavagem periódica do carro.
Esse último pode parecer um detalhe, ou ‘perfumaria’, mas não é não. O acúmulo de sujeira, e principalmente lama ou areia pode comprometer algumas funções essenciais, como a árvore de transferência/ diferencial e até o filtro de admissão de ar.

Sujinho, nas dunas de Mangue Seco

Pra dar um trato em sua viatura, temos 2 recomendações no Maranhão, onde fizemos algumas trilhas mais pesadas e o Jumbo pedia um banho urgente:
Em Carolina, Chapada das mesas, 
       o ótimo lava rápido do Marcelo R$ 25 pra pick-up. S7° 19,799 W47° 28,368
Em Lençóis Maranhenses, na verdade em Precaú na estrada pra São Luís, 
       a Stop Car do Ildo também a R$ 25. S 02° 56,546 W 44° 15,329
             Em ambos, fizemos a lavagem completa que inclui lavar o carro por baixo e um jato dágua para tirar a areia do motor. 


Areia sobre o filtro de ar, depois de atravessarmos um rio, sem snorkel, ufa !!!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O andar da carruagem

Após muita luta, a fase um do carro foi vencida e a estrutura construída pelo Mauro foi colocada em cima do carro. E hoje já conseguimos atualizar o documento do carro e podemos circular com ele sem problemas. No nosso site está o passo a passo dessa primeira fase, para quem quiser ver detalhes de construção.

Na praia do José Menino, Santos


Foram muitos os dragões derrubados para chegarmos onde estamos hoje. Nossas maiores dificuldades foram:

A estrutura foi feita de forma artesanal

·         encontrar pneus para o carro: incrível, mas não encontramos os pneus originais do carro. Tivemos que colocar outros, um pouco maiores.
·         Sair com o carro da oficina (casa dos meus sogros): combinamos com os pais do Mauro de abrir um novo portão para passar o carro montado. Mas o que era para ser simples, demorou horrores pois sempre acontecem imprevistos durante a execução desse tipo de serviço. Nesse caso, foi um vazamento no imóvel ao lado que impedia nossa saída já que necessitava ser consertado antes de terminarem o portão.
·         Adaptar o bocal de combustível: compramos uma adaptação do bocal de moto (RD350) para carro. Foi muito difícil encontrar o que a gente precisava. Acabamos comprando o kit da Gama 4x4
·         A documentação do carro e do Mauro: nem sei dizer quantas vezes fomos ao Detran, mas o Mauro já conhece os atendentes pelo nome. Na reta final, ainda descobrimos três multas no nosso carro que nunca foram enviadas para nossa casa. Na urgência, pagamos as tais multas para andar com a documentação e hoje estamos tentando reaver esse dinheiro ou pelo menos descobrir que multas eram essas.
Apesar de todas as dificuldades, a satisfação de ter terminado essa parte é imensa, mesmo sabendo que ainda temos muito que fazer. Nossos próximos passos serão (não nessa ordem):
Nosso teto abre!

·         Comprar e instalar a janela
·         Instalar o guincho elétrico
·         Passar a fiação e montar a parte elétrica
·         Instalar o tanque de água e parte hidráulica (sob medida, claro)
·         Colocar revestimento interno: isolante + acabamento
·         Montar a estrutura e o colchão da cama
·         Fazer o layout e adesivar o carro



Estrutura do sofá cama





Isolantes colocados



Esses passos não são os últimos. E quando terminados, ainda terão outros como piso, instalar a geladeira, cozinha, entre outros.  Fora o carro, ainda temos todo o resto que envolve essa expedição. Haja fôlego para tantos afazeres!



Veja abaixo nosso vídeo da conclusão da fase 1


domingo, 21 de agosto de 2011

Ferramentas

                Para deixar você a par da situação, caso seja sua primeira visita ao nosso blog, o Mauro está construindo nosso trailer, elaborando o projeto de engenharia e realizando o trabalho braçal. Por trabalho braçal entenda furar, serrar, esmerilhar, lixar, parafusar, rebitar, medir, moldar e todos os outros verbos relativos a fazer coisas com ferramentas que meninas como eu não dominam.
                Quando eu era criança, o que mais eu usava na minúscula oficina do meu pai era a morsa para quebrar nozes no Natal. E olhe lá.
 
                “Passa o sargento”. “Quem?” minha resposta enquanto ajudo o Mauro. Não adianta, meninas não foram criadas no meio de ferramentas, não estão habituadas com esses nomes técnicos. Sei o que é martelo, chave de fenda, prego, mas rebite, sargento, serra circular e macho não fazem parte do meu vocabulário.
                Ou melhor, não faziam. Porque desde essas últimas semanas, tenho ajudado o Mauro na construção de nossa casinha. Fazendo o quê? Coisas bem simples, como segurar madeira, pegar ferramenta (ok, isso é complexo quando não se sabe o nome), organizando as coisas e o ambiente de trabalho, rebitando aqui e furando ali. Lógico que com a furadeira de bancada, sem fazer muito esforço.
                A oficina na casa dos pais do Mauro é bem equipada. Tem ferramentas de várias gerações, que estão na família há muitos, muitos anos mesmo. E outras mais novas, incluindo algumas que compramos agora.
 
                O Mauro disse uma vez que transformar uma partitura em música para ele é como se fosse mágica. Para mim, mágica é transformar um monte de placas de alumínio, rebites e ferros numa casa sobre rodas. Durante esse processo, fui descobrindo um monte coisas novas e legais. Algumas delas vou compartilhar com vocês.
Sargento: serve para segurar uma coisa na outra temporariamente, antes de ser efetivamente preso. Tem de vários tamanhos e geralmente é usado junto com toquinho de madeira.

O sargento está prendendo prendendo o placa de alumínio, com a ajuda do toquinho de madeira.


Rebitadora e rebites: eu ajudei a colocar alguns rebites da nossa casinha. No total foram aproximadamente uns 1000. Eu devo ter colocado uns 50. O rebite se encaixa dentro de um furo (feito pela furadeira) e serve para prender um material no outro e também preencher o espaço desse furo, evitando entrar água ou ar.

Eu colocando alguns rebites com a rebitadora.


Serra tico -tico: corta em curva, corta ferro, madeira, plástico e outros materiais. Essa eu não usei, mas achei o máximo!
Essa é a serra tico-tico

Furadeira de bancada: faz furos sem precisar da força despendida numa furadeira normal. É bem legal!
Chave de catraca: ela serve para parafusar sem precisar ficar girando a chave. É super fácil de usar.
Tijolinhos, cavaletes e macacos hidráulicos: essa foi a parte mais mágica: erguemos praticamente sozinhos nossa casinha de 500kg somente com esses materiais. Fizemos isso para encaixar a casa no carro. Uma forma artesanal que funcionou!

Nossa casinha suspensa por 4 habilidosos apoios.


                Pois é, pessoal. Sempre há tempo para descobrir novas coisas e novas habilidades nessa vida.


No final, a gente se acerta!
 

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Começando nossa casa sobre rodas

O próximo passo da preparação do carro é montarmos nossa “casa” na caçamba.
É mais ou menos como um quebra-cabeça: sabemos o que queremos colocar lá dentro, e precisamos encaixar tudo dentro do espaço disponível. Espero que não sobre nenhuma peça...
Estamos fazendo isso de várias formas:

- Desenhando as ideias no papel;












- Simulando um espaço como o que teremos no carro em nosso quarto
  (isso você já viu nesse post aqui);






- Fazendo uma maquete,
que por ser em 3D dá uma noção bem melhor do espaço;
- Montando o perfil da capota em tamanho real, para poder visualizar como ficará o volume no carro.



               Trabalhão, né ? Mas fazemos tudo isso pra tentar errar pouco, pois afinal iremos morar lá por um ano. Além disso, não vamos ter muito tempo pra testar antes de viajar. É melhor que fique bom da primeira vez, pois a segunda será na estrada.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Revisão da Hilux

Hoje foi dia de fazer a revisão de 50 mil quilometros da Hilux. Como todas as revisões anteriores foram feitas em concessionárias, eu queria aproveitar a ocasião para testar o serviço da Toyota. Então agendei horário na Collection Litoral um dia antes e já no agendamento me informaram que o serviço duraria cerca de 2h e o custo seria de R$452,22.
Cheguei pontualmente às 10:30, esperando pegar o carro logo após meu almoço, por volta das 13h. Aproveitei que o carro seria levantado no elevador para verificar o estado de algumas peças como coifas de borracha, amortecedores, cardan, presença de ferrugem, etc e para tirar algumas medidas da fixação da caçamba, que só podem ser feitas por baixo do carro. Só que me esqueci de levar a trena. Ainda bem que o mecânico Humberto me emprestou uma.

Carro verificado e medidas tomadas, aproveitei para tirar algumas outras dúvidas técnicas, como a amperagem do alternador (se interessar para alguém, são 85A com 90% de eficiência gerando 76,5A).
Pra variar, tentam nos empurrar serviços como troca do filtro de ar condicionado, alinhamento e balanceamento, mas como não achei necessário fiquei só com o recomendado para a quilometragem mesmo. Aliás, foi melhor do que esperava, pois não tentaram me empurrar limpeza dos bicos injetores, higienização do sistema de ar condicionado, troca da gaxeta, entre outros cosméticos com nome imponente. O serviço foi executado sem falhas e o preço exatamente como previsto, mas o prazo não. A entrega foi prometida para as 15h, bem mais que as 2h que me falaram por telefone. Ao menos esse último horário foi atendido: um pouco antes disso me ligaram para avisar que o carro estava pronto.
Dos R$ 452,22, R$136 foram referentes a 48 min de mão de obra e R$316,22 de peças. Esse valor inclui R$200,10 por 6,9l de óleo, R$56,68 pelo filtro dele,R$56,44 pelo elemento do filtro de diesel mais R$3,00 pela junta do bujão do carter.
Em resumo achei boa a experiência da revisão com a Collection: o atendimento foi atencioso, tanto das vendedoras como dos mecânicos e o valor, caro ou barato, foi dentro do que me haviam prometido.

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