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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Jumbo nas dunas de Mangue Seco
Nossa aventura com o Jumbo, nas duna de Manhe Seco-BA.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Mangue Seco, BA
Saindo de Salvador, pegamos a linha verde com destino a Aracaju. No caminho, resolvemos passar na famosa praia de Mangue Seco, na divisa com o estado de Sergipe. O percurso normal seria pagar um serviço de translado num buggy, 4x4 ou atravessar de barco, das cidades de Pontal ou Terra Caída, já no estado sergipano. Mas decidimos testar a valentia do Jumbo e economizar uma graninha realizando a travessia de 4x4 por nossa conta.
Esse acesso é realizado pela praia da Costa Azul/BA e o caminho é pela areia da praia mesmo, com coqueiros de um lado e o oceano Atlântico do outro, numa distância de aproximadamente 26 km. Como a maré estava baixa, fizemos esse caminho de ida bem tranqüilos. Veja nosso caminho.
Mangue Seco é linda! Tá certo que a dificuldade do acesso aumenta a beleza dos lugares, ou pelo menos os deixa menos lotados. Mas praias com mar clarinho e dunas branquinhas, com pouca gente, é de arrancar suspiros. Pra refrescar a memória, foi lá que a novela Tieta foi filmada, no início dos anos 90. São aqueles cenários que você encontra, a cada duna percorrida.
Assim que chegamos ao povoado, sentamos numa barraquinha e provamos o aratu (tipo de siri vermelho que existe na região) catado, que ambulantes locais preparam e vendem embrulhado em folhas de palmeira de licuri. Nessa mesma barraca, um grupo de 4x4 estava realizando um encontro animado com seus trollers, trackers e jipes, equipados ou não. Daí a dica para o pessoal 4x4: essa trilha é muito gostosa de fazer, principalmente por causa das dunas. E vão se acostumando. No nordeste o pessoal chama o 4x4 de traçado (“Seu carro é traçado? Então, traça ele e vai!).
Não conseguimos nos conter e passeamos pelas dunas com o Jumbo, uma doidera, pois o Jumbo cava muito, por duas vezes quase atolou na areia. Isso porque ele é pesadão, afinal carrega uma casa nas costas, e também tem sapatos finos, nossos pneus são 215 e não 265 como a Hilux cabine dupla e outros 4x4. Mas outros 4x4 fazem as dunas sem mais problemas, tomando o cuidado de seguir as trilhas dos buggys sem ir na areia fofa. Voltamos pela mesma trilha até Costa Azul, só que dessa vez, com a maré subindo, o trecho de areia sumindo e a adrenalina aumentando.
Dicas: faça essa trilha somente com carros altos e com tração nas quatro rodas. Carros comuns não chegam ou não voltam. Se informe com os locais sobre os horários da maré, que horário ela enche e vaza – importantíssimo a não ser que tenha um carro anfíbio. Se tiver interesse, veja nossa trilha em formato gpx.
Pra quem vai com carro de passeio, o acesso mais fácil é por barcos que partem das cidades de Pontal ou Terra Caída, do lado de Sergipe.
Mangue Seco é mais procurada como destino de um dia mas caso deseje ficar por um período mais longo, existem algumas pousadas por lá. Nada muito chique, pois a vila é bem simples e tem pouca estrutura de apoio ao turista. Mas a beleza das lagoas e praias compensa !
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Chapada Diamantina
Mistério, natureza impactante, sensação de paz e simpatia do povo. A Chapada Diamantina tem isso tudo e muito mais. Esse pedaço da Bahia, que já foi fundo de oceano, sempre nos encantou. Essa foi nossa quinta vez lá, e vamos voltar ainda pois ainda não conhecemos tudo.
Tem muitos programas de natureza para fazer. São cachoeiras, travessias, grutas e poços sem fim nessa terra caprichada por Deus, que com esmero, enfeitou aquela paisagem deslumbrante com flores diversas, muitas endêmicas da região.
Dessa vez, não demos tanta sorte com o clima. Choveu muito. Demais. E natureza molhada escorrega e encharca. Portanto, não fizemos tantos passeios quanto gostaríamos. Fizemos – novamente - a trilha para a Cachoeira da Fumaça por cima. A trilha não é puxada, mas tem uma subida íngreme de aproximadamente uma hora. Depois mais uma hora de caminhada, com mais altos do que planos, alguns riozinhos para atravessar, chega-se ao mirante. Ou onde seria o mirante pois não vimos nada devido a neblina intensa , frio, vento e chuva. Mas a caminhada foi boa e ainda fizemos novos amigos, o Alex e a Evelyn que conhecemos no percurso. A paisagem do Vale do Capão, mesmo encoberto, fica presa na retina. Montanhas misteriosas essas da Chapada...
Fomos também ao Serrano, a cachoeira do rio que corta e abastece a cidade de Lençóis. A trilha começa praticamente dentro da cidade, à direita da Embasa (distribuidora de água da região). Uma trilha fácil que é possível fazer numa tarde, com poços gostosos para banho.
A pérola dessa visita foi a trilha para a Cachoeira das Águas Claras. Essa cachoeira fica aos pés do Morrão, o morro mais imponente da Chapada. O mais legal dessa trilha é passar pelos vales e perceber como as paisagens se modificam a cada curva, como os morros ficam diferentes vistos de outros ângulos. Estar naquele lugar é mágico, a sensação de estar conectado com o todo, de fazer parte daquilo tudo, é muito boa. Quem quiser fazer a trilha sozinho, é possível sim. Dá para sair a pé de Lençóis ou ir de carro até uma entrada (sem indicação nenhuma) pouco antes do Morro do Pai Inácio, ao lado esquerdo da estrada. A trilha é fácil, para se chegar à cachoeira são duas horas e meia de caminhada quase plana. Veja no nosso tracklog esse percurso caso queira se aventurar sozinho. Caso sinta receio, contate alguém com experiência. No centro de Lençóis há vários serviços de guias credenciados, que fazem passeios para toda Chapada. Se preferir, baixe nosso tracklog e faça a trilha sozinho.
Lençóis é a cidade com maior infraestrutura da região. Tem bancos, mercadinhos, farmácia e posto médico. Possui muitos restaurantes e barzinhos que abrem, na sua maioria, para a noite. Indicamos três lugares que dá para se comer bem:
Fruta Café: na Rua das Pedras, serve o melhor açaí que já provamos, além de sanduíches deliciosos. A dona, Eliene, é uma fofa, super atenciosa.
Fazendinha: cachaçaria, pizzaria e pratos com carnes muito gostosos. Com ambiente descontraído, fica nas ruas das pedras também.
Cozinha Aberta: para quem deseja comer algo mais elaborado, tem uma cozinha moderna e utiliza bons produtos. Fica atrás da prefeitura, na r. Altina Alves, 747.
Quando ficamos em Lençóis, sempre ficamos na Estalagem do Alcino. Além do melhor café da manhã do mundo, Alcino é mestre em receber bem. Integra os hóspedes em sua mesa, onde todos interagem, perguntando sobre passeios e programas, não importa em que língua. Dá várias dicas de programas na Chapada e fora dela. Fora as peças escolhidas para fazerem parte da decoração! Muitas obras de seu atelier e outras escolhidas a dedo! Recomendamos nosso amigo Alcino com louvor!
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Um dia de sol!!!
Por sorte, conseguimos nosso dia de sol num lugar maravilhoso e cheio de atrações: Morro de São Paulo.
Fizemos assim: saindo de Cumuru, seguimos para Valença e por lá ficamos duas noites (Hotel Ed. Carolmilla S 13°21,587’ W 39°03,969’, fone (75) 3641-5394) Fizemos o passeio para Morro de um dia. De Valença, saem barcos para Morro, praticamente de hora em hora; das 7:30 às 17:30. São duas as opções partindo de lá: lancha rápida (demoramos 35 minutos e custa R$ 15 pp) ou barco lento (2:07 h de travessia a R$ 7,70 pp). Perto do local de onde saem os barcos, estacionamentos para deixar o carro cobram de R$20 a R$25 por dia. Para aproveitar bem o dia, resolvemos ir de lancha e voltar de barco. Para quem quiser sair de Salvador, também existem opções como o catamarã e avião teco teco.
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| Portal de Morro, na saída do atracadouro |
Em Morro de São Paulo, programas não faltam. Dá para ficar uns quatro dias fácil. Passeios de barco, flutuação com snorkel, wind e kite surf, aluguel de cavalos ou simplesmente relaxar curtindo as praias mais próximas são uns dos principais programas na ilha. Nós quisemos ficar de boa, relaxando, então fizemos a pé a Primeira, a Segunda, a Terceira e a Quarta praias. As três primeiras são centrais e concentram os barzinhos, restaurantes e passeios de barco. No começo da quarta, é possível fazer flutuação com snorkel nas piscinas naturais. Andando em direção ao canto direito da praia, bem menos pessoas e uma paisagem linda, com direito ao tão sonhado mar azul, areias brancas e coqueiros. E sossego! Dizem que a Quinta praia (também chamada de Praia do Encanto) é a mais bela, mas para se chegar a pé, é uma looonga caminhada. Uma opção é utilizar os meios de transporte locais como cavalo ou charrete pela orla para se chegar nela.
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| O vento favorável ajuda no wind surf |
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| Paisagem entre a segunda e terceiras praias |
A vila é charmosa, cheia de lojinhas e restaurantes interessantes. Pra comer, frutos do mar e peixes a preços honestos (pelo menos, na baixa temporada). O astral é ótimo e ficamos com pena de partir. Não pegamos a noite, mas a preparação para ela mostrava que o agito era forte, com barraquinhas sendo montadas na rua principal onde a caipirinha é o carro chefe.
Agora, prepare suas pernocas. Já na saída do atracadouro, é só ladeira. Morro que sobe, morro que desce, num sobre e desce sem fim. Existe um serviço de carregamento de malas (e crianças!) em carrinho de mão, a R$10 por mala. Uma alternativa para cansar menos os turistas. A outra seria levar pouca bagagem, numa mochila. Se ficássemos por lá, seria essa nossa opção.
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| Esse calçadão de madeira ajuda a levar as malas |
São muitas as opções de hospedagem. Demos uma olhada em algumas para uma próxima vez:
Brisamar Pousada: na primeira praia, tem apartamentos de R$70 a R$ 100 o quarto com ar condicionado.
Paradise Morro de São Paulo: na terceira praia, R$ 70 o quarto com ar, frente ao mar.
Minha Louca Paixão: de frente ao mar, na 3ª praia também, de R$ 250 a R$ 300 a diária/quarto, super charmosinha.
Safira do Morro: não é de frente prá praia, mas é uma graça. Adoramos o que vimos! Suítes de R$130 a R$170 a diária.
Morro Hostel: além de hostel limpo e agradável, tem um camping no terraço (coberto) com uma vista espetacular!!! O casal de donos é uma simpatia. Os preços variam de R$20 a $45 por pessoa, com café da manhã e cozinha livre à sua disposição.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Enfim, Bahia!
Ficamos mais dias do que prevíamos no Espírito Santo por causa da chuva que não passava. No dia que abriu um pouco o tempo, resolvemos seguir viagem para a Bahia. Finalmente, chegamos lá e nossa primeira parada foi em Cumuruxatiba, na intenção de ficar alguns dias curtindo uma prainha. Para chegar em Cumuru, precisa passar por 32 km de estrada de terra muito, muito ruim. Para motos (aiiii Adriano) as coisas são melhores, claro.. Mas de carro, fizemos esse trechinho em uma hora e meia. Muita ondulação na pista...
A vila é bem pequena, com muitas pousadas e alguns campings. Nos instalamos no Camping Aldeia da Lua (R$15 pp/ S 17°06,224’ W 39°10,874’), no final da praia, log o depois dos quiosques, que estava vazio e possuía estrutura mediana. O terreno é todo de areia, sem nenhum trecho gramado, os chuveiros para uso do camping estavam sem energia = banho gelado; haviam alguns pontos de energia, mas nenhum de água, e nenhuma área organizada ou coberta com mesa e cadeiras para descansar ou comer; muitos chapéus de sol protegem do sol que seguramente tem por lá (apesar de não termos visto), mas atenção para não ficar sob um dos muitos coqueiros, para não correr o risco de cair um côco em seu coco . Ainda bem a gerente quebrou nosso galho e deixou a gente tomar banho quente no banheiro da pousada. Nessa época do ano, percebemos que os lugares pequenos voltados para o turismo de verão, não estão preparados para receber os turistas desavisados, que aparecem de supetão. Muitos lugares estão fechados ou com baixa manutenção.
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| Área do Camping Aldeia da Lua |
A praia parece ser bem bonita e por perto muitas outras praias tão lindas quanto Cumuru para conhecer. Infelizmente, o tempo ruim nos perseguiu e no dia seguinte decidimos pegar novamente os 32 km de terra para continuar a estrada, porque cidade de praia com chuva é o ó.
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| Esse solzinho sumiu no dia seguinte |
Mas com tempo bom lá tem programa sim. Todos recomendam ir até Barra do Caí, o local do descobrimento do Brasil, que assim como as praias do Moreira, do Imbassuaba e do Corumbau são maravilhosas. Atenção: todas as praias com acesso por terra.
Em Cumuru mesmo, com a agência Acquamar, é possível avistar baleias jubarte acasalando ou com seus filhotes num passeio de barco que eles promovem, de julho a outubro. Vimos as fotos e deu uma vontade doida de fazer. Como as belas praisas, outra coisa que ficou só na vontade...
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