quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Arches National Park


Landscape Arch

Se sua ideia é ver arcos naturais de pedra e suas variações - como janelas e pontes, não perca o Arches National Park. Ele concentra mais de 2000 arcos em seu território. Alguns arcos são mais famosos, outros mais desconhecidos. Mas fique tranquilo que você poderá ver vários e o que é melhor, sem fazer muito esforço em um só dia. 


Double Arch

A maioria dos arcos são possíveis de serem vistos percorrendo trilhas bem fáceis. Basta escolher e caminhar poucos minutos que você poderá se deliciar com verdadeiras obras de engenharia da natureza.
O único que possui uma trilha mais exigente é o Delicate Arch, o cartão postal do parque. A trilha tem uma subida bem puxada mas nada comparado ao Angels Landing no Zion.

Delicate Arch

Nem perca tempo fazendo a trilha para o Upper and Lower Delicate Arch Viewpoint. Não vale a pena, tem uma subidinha mais ou menos e o ângulo para o Delicate não chega a 20% do que você vê fazendo a trilha inteira.
Fazendo a trilha completa para o Delicate, você pode passar por baixo do arco, abraçá-lo e tirar fotos bem estranhas, como essa ai embaixo que fizemos dele. Ficamos umas duas horas lá em cima, curtindo o visual e descemos umas 18:30. Esse é o horário que todo mundo está subindo para apreciar o pôr-do-sol, que dizem ser o melhor horário para apreciar o Delicate. Mas ninguém me tira que no nascer do sol, a paisagem fica mais bela.



Os estadunidenses gostam de exaltar as belezas naturais de seu país e realmente, o parque é bem bonito.
Mas em um dia você faz o parque com tempo e só fica acampado lá dentro se estiver muito apaixonado por tantos arcos. Lembrando que camping somente com barracas e ponto de água apenas um, no centro de visitantes. Mas próximo, bem próximo, tem a cidade de Moab. Falo dela no próximo post.

É o Jumbo, ticando mais um Parque Nacional.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Bryce Canyon National Park

Dizem que a melhor paisagem do Bryce é após uma nevasca. Bem, nós tivémos a "sorte" de estar no meio de uma... E pudemos ver os hoodoos todos salpicados com neve.

Olha nós ai com o Jumbão

Esse parque nacional fica em Utah e tem como cartão postal esses pilares de rocha com aparência fantástica, os tais de hoodoos. 

Parece castelinho de areia feito na beira do mar


No dia que visitamos o parque, somente alguns mirantes estavam abertos. Por causa da nevasca, eles interditam a maior parte da estrada mas depois soubemos que os mirantes que visitamos são os mais conhecidos. Fora eles o Sunrise point, o Sunset point e o Inspiration point.



Com a temperatura batendo - 6 graus celsius e a nevasca piorando a cada minuto, resolvemos continuar nosso caminho e deixar para fazer suas trilhas numa outra oportunidade. Mas  gostamos bastante daquele monte de agulhas espetadas em direção ao céu!


O tempo fechou geral, tivemos que ir embora.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Zion National Park


Os parques nacionais estadunidenses são ótimos para quem gosta de natureza e vida ao ar livre. Mas quando se fala desses lugares, o primeiro que vem a cabeça é o Grand Canyon. No máximo, alguns podem lembrar do Yellowstone, talvez influenciados pelo guloso Zé Colmeia.
Nossa recomendação é: não perca o Zion National Park. Localizado no estado de Utah, relativamente próximo ao Grand Canyon, o Zion é o paraíso para quem gosta de trilhas. Com uma paisagem maravilhosa resposnável por trazer muitos turistas que preferem apenas percorrer sua scenic drive, as trillhas de diversos níveis de dificuldade são o grande diferencial do parque. Com isso, o Zion virou nosso queridinho entre os parques dessa viagem.
Passamos duas noites lá, acampados noWatchman campground. Tomamos banho na simpática cidade de Springfieldd já que o parque não conta com chuveiros. Também fizemos barbecue, quer dizer, tentamos fazer um churrasquinho mesmo mas foi impossível por causa do tipo de grill que eles ofereciam e acabamos comendo carne e abobrinhas defumadas.
Mas vamos ao parque. O Virgin  River cavou um espetacular canyon no Zion, e criou o o que nomearam The Narrows, a trilha mais famosa. Com certeza, ela deve ser muito bonita mesma se feita até o final. Vimos umas fotos no centro de Visitante do parque de cair o queixo! O caminho é por dentro dessa fenda que forma o canyon. Mas para fazer essa trilha de 15km, leva pelo menos 8 horas, com água gelada muitas vezes na altura do peito. Além disso, é importante verificar as condições climáticas porque chuvas na cabeceira podem causar inundações - o que é perigoso estando dentro de um canyon e não tendo para onde fugir. No centro de visitantes eles informam as condições metereológica e na cidade de Springfield eles alugam roupas impermeáveis para realizar essa travessia. São roupas de neoprene que protegem o corpo até o pescoço. Se não me engano, custava U$ 40 para alugar mas para fazer essa trilha, é indispensável. O Mauro num momento mané resolveu atravessar apenas dois trechos de rio descalço e seus dedos dos pés quase congelaram. Nós não fizemos a trilha pois caminhar 15 km com água gelada sem tomar um banho quente gostoso depois realmente não estava nos nossos planos.

Eita rio gelado esse Virgin

Amplie a foto para ver as pessoas
Mas fizemos a Angels Landing. Meu Deus do céu, que que foi aquilo? Ok, deve ter muita gente que tira de letra, gente que não tem medo de altura, por exemplo. Mas para nós, foi um tremendo desafio. A trilha mais exigente até o momento. São 9 km percorridos em 5 horas.O primeiro trecho, ok. Teve uma subida absurda no final mas tudo bem, sem grandes problemas além de sempre ter que parar para respirar. Mas o segundo trecho fez tremer as pernas. Uma montanha com uma trilha bem estreita, com correntes para dar suporte. trilha estreita e íngreme. Estreita do tipo: ande com cuidado pois dos dois lados, precipício.

Eu encostei numa pedra e disse: eu não vou. O Mauro tentou me convencer mas eu estava irredutível. O que me fez mudar de ideia foi uma senhora de uns 60 anos voltando e dizendo que não foi tão difícil. Foi o incentivo que eu precisava.
Olha, não é fácil e para minha surpresa, subir foi pior que descecr. Mas valeu a pena. Pela sensação de ter vencido um medo muito grande e de ter conseguido alcaçar o topo de algo aparentemente impossível.


Na volta até consegui sorrir
Lá no topo






















No outro dia, resolvemos fazer a Hidden Canyon, já que estava escrito no folder do parque que era uma trilha fácil. Fácil eu não sei prá quem. Depopis de passar pela Angel, até que não foi tão aterrorizante, tipo, eu conseguia segurar nas correntes apenas com uma mão. Mas não é fácil. São 4 km feitos em 3 horas. Não fomos até o fim porque começou a garoar e voltamos rápido para não ter o risco extra de escorregar.


Com esse acesso, ter que se chamar Hidden Canyon



Existem trilhas fáceis mesmo como a Wepping Rock, de meia hora com pé nas costas. Ou a Riverside Walk  1 hora e meia, 3,5 km, com caminho bom inclusive para cadeirantes.
Além disso, existem mais de 14 trilhas catalogadas para escolher fora as caminhadas por conta própria para explorar as rochas. São centenas de opção!
Esse é um parque que deu vontade de voltar.





Panorâmica da trilha Wepping Rock.


Dicas
- da primavera ao outono, a Scenic Drive é aberta apenas para os shuttles. 
- não perca exposição fotográfica próximo ao cinema (o acesso pode ser tanto pelo parque quanto pela cidade de Springfield).
- veículos muito largos e altos não são autorizados no parque pois as estradas não estreitas e os túneis são baixos

Queremos voltar!
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Vinhedos da California

A Califórnia é um estado versátil: tem praia, parques nacionais, deserto e ainda tem um forte setor agrícola. Nas estradas, vimos muitas fazendas com laranjas, muitas mesmo. E comece a reparar na procedência de frutas e vegetais comprados em supermercados: muitos são californianos, principalmente as deliciosas mexiriquinhas sem caroço, feita para crianças, mas que entraram na nossa lista de compras (elas chamam-se cutties).
Além de suas laranjas, a Califórnia é muito conhecida por seus vinhos, produzidos na região das cidades de Napa e Sonoma. As cidades são um charme, com lojinhas, restaurantes e hotéis lindinhos. Mas o programa principal é visitar as vinícolas. O esquema foi diferente da nossa experiência em vínicolas nas Serras Gaúchas. Na Califórnia o pessoal visita as vinícolas para beber o vinho e não necessariamente, para comprá-lo depois. Tanto que as vinícolas tem um espaço muito legal para ficar bebendo e apreciando a paisagem, geralmente, para suas vinhas.




As vinícolas são bem movimentadas. Pára de tudo, de ônibus de excursão a limusines. Ficamos com impressão de que o pessoal vai prá encher a cara pois todos os lugares estavam lotados e a galera estava bem, hum, animada. Até encontramos um grupo fazendo uma despedida de solteira para uma moça. Nosso esquema não era de beber, queríamos apenas experimentar o vinho para saber se valia a pena ou não. Acabamos comprando três garrafas diferentes, que demos de presente a amigos. Para nós, acabamos comprando o vinho californiano vendido em supermercados, que vem em garrafinhas menores, ideal para duas pessoas sem muita sede e é mais barato.


Nossa avaliação é que realmente a Califórnia produz alguns vinhos bons. Mas com relação a gastronomia, nossa expectativa era maior. Pensamos que nessa região iríamos encontrar uma culinária mais refinada, que acompanhasse o vinho. Que nada! Os estadunidenses tomam vinho com hamburguer e vamo que vamo!

Como assim? Desde quando cheeseburguer merece se harmonizar com alguma coisa?

O vale se chama Napa mas a região de Sonoma tem mais vinhedos, muitos menores e mais desconhecidos principalmente prá gente que é leigo. Nossa opção foi visitar as vinícolas menos famosas.
Segue a lista de algumas vinícolas da região.

Napa
- Silenus
- Mumm Napa
- Etude Wines
- St Clement

Sonoma
- Francis Coppola
- In Vino Veritas
- Simi Winery
- Russian River Vineyards

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Lava roupa todo dia, que agonia.


Duas frases saíram completamente do meu vocabulário nos últimos nove meses: não tenho roupa e com que roupa que eu vou. Morando num carro, em menos de 5 m², pouco espaço temos para roupas. Hoje percebemos que a roupa serve realmente para cobrir o corpo e principalmente, para se aquecer.
Portanto, temos pouquíssimo espaço para elas no Jumbo. Trouxemos de casa roupas de trekking, uma calça jeans para cada um, algumas camisetas de algodão ou dry fit, casacos fleece e impermeáveis, luvas, cachecóis, meias e segundas peles. Nosso maleiro é uma piada, perto do armário de Santos. E olha que o armário de casa nem é tão grande assim.
Sapato então...tenho uma bota de trekking, impermeável e por isso, maravilhosa, um tênis preto e um tênis para trekking que tá meio capenga e um chinelo. Duas sandálias que trouxe de casa, não aguentaram o tranco, quebraram e viraram lixo com menos de dois meses de viagem. Com poucas opções, as decisões ficam mais rápidas e simples: tá chovendo? Bota! Passear na cidade? Tênis! Andar pelo camping? Chinelo!


Hora de comprar outra.

Com tão poucas roupas, o negócio é lavá-las com frequência. No Brasil, a lavagem de roupas era complicada, no tanque dos campings mesmo. Lembro-me de ficar bem uma hora e meia lavando, torcendo e estendendo as roupas no varal (e torcendo para que não chovesse; e que ventasse muito, para poderem secar depressa). Também desenvolvi uma técnica para lavar roupa dentro do quarto de hotel. Mais que lavar, improvisar um varal é a parte mais animada. No Brasil, Venezuela e Colômbia, existem algumas lavanderias que funcionam a quilo, o que é mais vantajoso em termos de preço. Mas tem que procurar.

Saudades de uma máquina de lavar roupa...

O paraíso para a lavagem de roupas está aqui nos EUA. Os caras são práticos e em todas as cidades existe pelo menos uma laundromat, que são as lavanderias que funcionam com moedas de 25 centavos (os valiosos quarters). Compramos um sabão líquido em sachê (a última moda por aqui e extremamente prático para quem está viajando ou lava as roupas com frequência no laundromat) e em uma hora e meia, roupas lavadas e secas voltam ao maleiro. Às vezes, nem tempo para voltar para o maleiro tem, voltam é direto para o corpo! Esfregar? Tirar manchas? Que nada! Enfia tudo na máquina e esquece! Quarar no sol, não existe! O tempo é precioso, quanto menos tempo as roupas tomarem, mais tempo para fazer outra coisa. Agora, o tecido das malhas brasileiras não estão preparados para esse processo de lavagem e quando em vez, acontece de encolher ou manchar alguma peça. É o preço da facilidade.
Acho que o pesadelo será quando sairmos daqui. Voltar pro tanque, depois de ter experimentado o bem bom, não será fácil não!

O povo vê as pingas que eu tomo mas não vê os tombos que eu levo!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

San Francisco

Adoramos San Francisco! De longe, a cidade mais elegante dos Estados Unidos. As pessoas andam bem vestidas, os prédios em downtown são bonitos, com uma arquitetura mais clássica. E é uma cidade alegre, de astral prá cima.
Fizemos uma visita a pé pelo centro de San Francisco. Visitamos Chinatown e a Union Square, lindas.

No dia seguinte, fizemos um ótimo passeio pelo Fishermans Wharf, onde descobrimos que San Francisco quase que inteira foi construída em cima do mar no ótimo centro de visitantes localizado na Jefferson St (entrada gratuita). Também descobrimos que a cidade foi e ainda é um porto importante de comércio entre EUA e Ásia. Por isso a colônia chinesa é tão presente na cidade. O Fisherman Wharf é bom de se conhecer caminhando. Não perca o Museé Mecanique, cheio de brinquedos elétricos, alguns centenários. Dos piers localizados no Fisherman, avista-se a ilha de Alcatraz, o antigo de segurança máxima que diziam ser impossível de se fugir. Eu pensava que era uma ilha tão, tão distante, mas não, até que fica próxima a San Francisco.



Por sinal, muito mais pitoresco que o Chinatown, visite a região em torno a rua Clement, no bairro The Richmond. Os mercados são ótimos, cheios de produtos asiáticos a preços honestos.
Passamos pela famosa Golden Gate Brigde ( Highway 101 North) indo para a região do Napa Valley, nosso próximo destino. Muita gente gosta de atravessar essa ponte andando de bicicleta ou caminhando. Para quem vai de carro, assim que você cruzar a ponte, é possível parar num área específica para tirar boas fotos da Golden Gate. A famosa ponte vermelha de San Francisco é linda!

Dicas:
- é muito difícil estacionar o carro no centro de San Francisco. Além disso, os estacionamentos são caros. Deixamos nosso carro num estacionamento distante cinco longas quadras do burburinho e pagamos U$11 o período de quatro horas. Para visitar o Fisherman Wharf demos mais sorte: conseguimos parar o Jumbo na rua, pagando o estacionamento rotativo, bem mais barato.
- a hospedagem também é cara. Mas encontramos um camping próximo a cidade. Foi o pior e mais caro camping dos EUA, mas mesmo assim, muito mais barato comparado com os hotéis de lá.
- As pontes que fazem ligação terrestre de San Francisco com o continente possuem pedágio no sentido ilha apenas. Mantenha suas moedas a mão!

Referências:
Assista o ótimo X Men 3. A sequência final do Magneto entortando a Golden Gate para alcançar a ilha de Alcatraz é um must to see!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Oregon

A costa de Oregon é bastante interessante. Possui pontos para se avistar as baleias migrando em direção ao Alasca ou a América Central. Tem também a cidade de Newport, uma simpática cidade de porto, com restaurantes especializados em frutos do mar e muitas cervejarias locais, como a Rogue Ales Brewery, imperdível.


Mas para gente, o mais bacana desse estado foram as pontes cobertas que visitamos entre as cidades de Eugene e Florence. Não entendemos muito bem o motivo de se construir pontes cobertas, além da estética interessante. O Mauro acredita que essa cobertura ajude a preservar as pontes do tempo, pois todas são de madeiras.


Tive um trabalhinho para encontrar a localização de tais pontes e ainda bem que fiz a pesquisa na internet pois não existem placas indicativas nas estradas (algumas de terra) nem em guias (o Lonely Planet por exemplo, nem toma conhecimento de tais atrações turísticas). Elas ficam espalhadas em pequenas vilas, totalmente na área rural do estado, o que já vale a visita.

Segue a posição geográfica de algumas que visitamos:

- Battle Creek: 43° 58'11.3''N 123° 19'07.8''W
- Wild Creek: 44° 00'10.8''N 123° 39'17.3''W
- Lake Creek: 44° 06'15.6''N 123° 40'25.1''W
- Deadwood Creek: 44° 08'36.9N 123° 43'13.9''
- North Fork Yachats: 44° 18'35.9''N 123° 58'10.9''



Observação importante: o estado de Oregon não possui impostos estaduais, ou seja, é um estado interessantíssimo para compras em geral!

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