quarta-feira, 18 de julho de 2012

Vancouver

Vancouver foi a primeira grande cidade canadense que conhecemos e a primeira impressão foi: estamos na China! Muitos imigrantes chineses, bem como mexicanos e brasileiros escolheram essa cidade para chamar de sua. E com certeza, um dos motivos que os mobilizou foi a beleza e tranquilidade dessa cidade.
 Vancouver é uma cidade bonita. Tem praia ao estilo norte americano (muita pedra, água fria), parques e montanhas nevadas. É possível esquiar pela manhã e passear na praia a tarde do mesmo dia. E isso cativa os habitantes.

Praia em Vancouver

Com essa geografia interessante, Vancouver é uma cidade esportiva. O pouco tempo que caminhamos pela orla, a maioria das pessoas estava fazendo alguma atividade física. As pessoas aliam esporte e natureza, movimentam a cidade e com isso, a deixam mais bonita. Da mesma forma que Vancouver tem essa diversidade de atividades ao ar livre, ela tem um clima extremamente flexível. Num mesmo dia nublou, nevou, saiu sol e choveu. Pelos comentários dos moradores, chove bastante por lá. Portanto, deu a sorte de chegar e pegar sol, saia para passear. A cidade inteira estará fazendo isso!
Conhecemos Vancouver com amigos brasileiros que imigraram para lá e aproveitamos esse tempo para mais do que passear, conversar com nossos amigos, organizar nossas coisas e fazer manutenção no Jumbo. Foi ótimo sermos tão bem recebidos! Uma das coisas mais bacanas que estava acontecendo na cidade no período que lá ficamos foi a florada das cerejeiras. Elas começaram a florecer um pouco antes de chegarmos (começo de abril) e embelezaram mais ainda a cidade.

Cerejeiras em flor.


Fomos também no mercado público localizado no Granville Island, um grande mercado com produtos regionais como frutas, salmão defumados, pães. Comemos por lá um croissant excelente, que nada deixou a desejar aos parisienses. O acesso pode ser feito por carro ou barcos que saem de downtown (Hamby).
Também passeamos pelo ótimo Stanley Park, o queridinho dos vancouverites. Tem várias trilhas, possíveis de serem feitas a pé, correndo, de bicicleta, de patins. Vimos um rapaz de monociclo, ou seja, use sua imaginação e se movimente! Com muitos mirantes para o mar, o Stanley Park também pode ser feito de carro. As paisagens valem a pena!
É isso aí. Vancouver é uma cidade bonita para ser curtida ao ar livre. Agora, não é por ser uma cidade de praia que Vancouver é quente. Leve um agasalho, pois o vento é gelado!

Uma pequena vancouverite colou mais uma bandeirinha

terça-feira, 10 de julho de 2012

Montanhas Rochosas Canadenses: Banff e Jasper

Na volta do Alasca, passamos pela estrada mais bonita do mundo, segundo os canadenses. Se é verdade, nao posso afirmar. Mas que está entre as mais bonitas com certeza está. A estrada que liga Jasper e Banff e passa por dentro desses parques nacionais nos surpreendeu por ser muito mais bonita do que imaginávamos.

Lindo demais!


Até cansa ver tantas montanhas rochosas, uma mais cênica que a outra. Apesar da estrada ser curta (tem apenas 288 km), leva muito tempo para ser feita pois a cada ângulo diferente, uma dúzia de cliques.
Além das estradas, o cartão postal do parque é o Lake Louise. Que estava absolutamente congelado! Portanto, se quisermos ver a linda cor de esmeralda desse lago, teremos que voltar outra vez.
Lake Louise e sua cor de esmeralda ficam para a pròxima


Um pouco frustrados por não termos visto o Lake Louise de foto de revista, fomos a outros lagos, o Minnewanka e o Two Jack. Esses sim, cheios de água, patos e mesas para piqueniques.

Minnewanka


Two Jack


Essa região ainda tem várias trilhas para serem feitas a pé ou de bicicleta. Se gostar, também é possível andar de caiaque nos muitos lagos do parque. Lógico, assim que descongelarem!

Um laguinho no caminho


Banff fica dentro desse um Parque Nacional. É uma cidade super preparada para o turismo, com lojinhas nas ruas e aquele clima de cidade de montanha romântica. Com certeza, esse deve ser um destino considerado para uma lua de mel, principalmente se ambos gostarem de caminhadas e natureza.
Jasper é menor, mas tão simpática quanto Banff. Ficamos no campground Whistlers próximo a Jasper, excelente. Tinha até madeira cortada para fazer seu fogo, incluída no preço da diária. A única coisa que não agradou foi o banho que era com sistema de aperta/sai água que durava dois segundos. Tirar o sabão do corpo com uma mão é coisa para malabarista!

Agora vem a surpresa: a estrada, por passar dentro de um parque nacional é paga. Cad 19,20 por carro, por dia.
Cuidado Sheep Mountain!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Uma pequena pausa...

As postagens do blog estao fora da ordem cronologica da viagem. Resolvemos publicar primeiro todos os posts sobre o Alasca, o destino final dessa primeira parte e deixamos para depois o Canada e os Parques Nacionais dos Estados Unidos.
Nòs estamos em férias, envolvidos em compromissos familiares e longe do nosso Jumbo querido. Por esse motivo, o SPOT esta temporariamente desligado, muitas fotos estao sem legenda e muitas palavras estao sem a acentuaçao correta para o portugues. Além disso, o blogspot esqueceu de publicar posts que estavam agendados.
Paciencia. Para as proximas semanas, publicaremos os posts sobre o Canada e os EUA.
E em breve, estaremos com o trio completo para continuar nossa aventura pelas Américas.
Um abraço, Marina e Mauro

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Denali National Park

Você já ouviu falar no filme/livro "Na natureza selvagem" sobre o Chris McCandless, um jovem que decidiu viver isoladamente no Alasca e se deu mal? O lugar isolado que ele escolheu para viver é uma área próxima ao Denali, o parque nacional mais ermo e selvagem dos Estados Unidos. Afinal de contas, estamos falando sobre um lugar que fica no meio do Alasca, onde a temperatura no inverno bate os -50 graus celsius fácil.
A vida nessas condições não é fácil não. Os caribus precisam cavocar muita neve encontrar alguma coisa para comer e os ursos, quando não estão hibernando, precisam andar quilômetros para saciar sua fome. A vegetação predominante é a tundra, uns musguinhos que conseguem crescer na fina camada de terra sob o permafrost, o solo sempre congelado das regiões polares.

Valem todos os mirantes...

O cartão postal do parque é o Mt. McKinley, o pico mais alto da América do Norte. Mas além dele, o grande diferencial do Denali é a oportunidade de realizar off trails, trilhas não demarcadas. Gostou de um lugar e quer explorar? É só caminhar!
O parque abre o ano inteiro mas a temporada dura de 15 de maio até meados de setembro. Isso significa campings, centro de visitantes, banheiros e estrada em pleno funcionamento. Nessa época, é fácil avistar o grizzly (urso marrom), existem flores e frutos silvestres espalhados pelo parque, está menos frio e tem menos neve. Mas durante esse período, você não pode circular com carro particular. Você pega shuttles (ônibus) que te levam e param em determinados pontos da estrada para ver paisagens ou vida selvagem. Aparentemente, isso não é legal pois tira a liberdade de parar e ficar o tempo que quiser, onde quiser. E tem mosquitos.
Fechado significa absolutamente fechado!

Mas nossa experiência foi diferente da maioria. Chegamos antes da estação e portanto, encontramos todos os serviços fechados, o que dificulta a vida. A maioria dos ursos estava hibernando, muita neve nas montanhas, frio mas nenhum mosquito. E também nenhum shuttle. Antes da estação, você tem a liberdade de entrar e circular com seu carro, até a milha 31, o que significa menos da metade do percurso que os ônibus fazem (os ônibus seguem até a milha 90). Mas com total liberdade, parando onde quiser, por quanto tempo desejar. Depois disso, você pode continuar caminhando ou de bicicleta, a opção preferida dos poucos aventureiros que escolhem o Denali fora de época.
Avistamos muitos animais da estrada, como caribus, mooses e aves. Precisa ter olho vivo, porque os animais ficam meio camuflados no meio da vegetação. Binóculos ajudam muito.

Moose

Caribus

Nós passamos três dias acampados no campground Riley Creek, o único aberto nesse período. Para usar o banheiro e pegar água, era necessário ir de carro até o Murie Science and Learning Center, que funciona como centro de informações do parque nesse período. Lá, assistimos um ótimo filme sobre o parque e pudemos conhecer mais a fundo sobre os animais que lá vivem.

O centro de visitantes do Denali é excelente

Uma palavra para resumir esse período que passamos into the wild: PAZ! O silêncio nas paradas e caminhadas que fizemos só era quebrado pelo vento nas poucas folhas de pinheiros. Caminhamos dois dias pela estrada fechada e encontramos outros turistas mas a maioria do tempo, estávamos sozinhos, com a natureza. Dava prazer ouvir tanto nada junto! Fizemos amigos nessa nossa estadia por lá e eles costumam visitar o parque com frequência. Mas disseram que jamais vão depois que os ônibus começam a circular; disseram que o parque perde o encanto. Não dá para saber o que passou na cabeça do Chris McCandless quando decidiu viver tão isoladamente nessa parte do mundo. Por que ele escolheu levar pouca comida, por que não quis avisar a família. Mas se ele queria viver em paz, no silêncio, com certeza ele acertou o lugar. 

Dicas:
- próximo ao parque, o Nennana Canyon é uma vila que abre durante a temporada e oferece alguns restaurantes e mercados.
- leu o livro "Na natureza selvagem" e quer tirar uma foto no ônibus cenográfico do filme? Vá até a 49th State Brewing, em Healy. Quer visitar o ônibus verdadeiro onde McCandless viveu sua experiência na natureza? Se informe no Centro de Visitantes. Nós não fomos pois é uma área cheia de tundra, quase impossível de se atravessar mesmo com 4x4, além de não termos vontade mesmo.

Esse é o onibus cinematografico do "Natureza selvagem".

- aparentemente, um urso estava acordado durante nossa estadia no Denali. Pudemos encontrar suas pegadas na estrada, um dia após ele seguir um grupo de 13 pessoas por cinco milhas. As pessoas foram resgatadas por um caminhão de serviço do parque e deixadas em local seguro. Quando falamos em selvagem, é selvagem mesmo! Queríamos ter visto o tal urso, caminhamos por essa estrada mas ainda bem que não estávamos nesse grupo. Eu, hein, ser seguida por um urso que acabou de acordar e faminto após meses de hibernação! Portanto, saiba como proceder caso encontre um urso pelo caminho perguntando aos guardas ou lendo nos impressos.
Umas dicas que podemos adiantar são: não corra, faça barulho (converse alto, cante ou bata palmas), jamais chegue perto de filhotes e caso um grizzly te ataque, finja-se de morto; se for urso preto, lute com ele! E que vença o mais forte!

Pegada do urso que caminhou com os turistas.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Dalton Highway

Quando elaboramos nosso roteiro, a ideia original era chegar até o fim da Pan Americana, que termina na Alaska Highway em Fairbanks. Depois, pesquisando com outros viajantes, decidimos incluir Deadhorse por ser a cidade mais ao norte da América acessível por estrada. Ou seja, para quem está viajando milhares de quilômetros, um destino interessante já que significa o fim da estrada (ou o começo dela). Dessa forma, colocamos Deadhorse como um ponto a ser alcançado no Alasca. 


Mas assim que chegamos ao Alaska, começamos a mudar de opinião primeiro por causa do tempo (tempestades de neve a -30 não parece seguro) e segundo, escutando a opinião dos locais sobre a estrada, a maioria absoluta dizendo que ela não é bonita, não é segura, é longa e cansativa.
Na verdade, a Dalton Highway é uma estrada de serviço, construída para levar trabalhadores e suprimentos até o campo de petróleo localizado em Prudhoe Bay. Até 1994, o acesso público até Deadhorse era proibido. A estrada foi construída em cinco meses, durante a década de 70, pois com a descoberta de milhares de barris de petróleo, quiseram começar a exploração de toda essa riqueza o mais rápido possível e não teve tundra, mosquito ou frio que impedisse a construção da estrada tão rapidamente.
Praticamente paralelo à estrada, corre uma das obras de engenharias mais fanstásticas que vimos até agora: um oleoduto (pipeline) com quase 1.300quilômetros de comprimento, que bombeia todo esse petróleo para o porto em Valdez. 

Os serviços na estrada são limitados: não tem bancos, serviço médico ou sinal de celular.
Nessa época do ano, restaurante apenas em Coldfoot e Deadhorse, bem como combustível. Portanto, é imprescindível carregar combustível extra, comida, água e contar com sorte para que nada aconteça a você nem ao seu veículo. 

Não existe acesso público ao mar ártico. Você pára o carro em Deadhorse e contrata um serviço turístico para ver o mar, lógico que durante a temporada que vai do final de maio até meados de setembro. Fora da época, esquece. A empresa responsável pela extração de petróleo não autoriza. 
A estrada não é a coisa mais linda do mundo mesmo. Mas para nós três pontos foram interessantíssimos: 
- o Círculo Polar Ártico- a gente curte essas marcas, vide nossa alegria ao cruzar a linha do equador. O círculo Polar Ártico fica a 115 milhas (185km) do começo da Dalton e é uma linha imaginária que limita a pequena parte do globo terrestre onde existe o sol da meia noite e também, o dia sem sol. Por sinal, observar o percurso do sol durante o dia é bem interessante, ele nunca atinge o topo do céu e demora umas 3 horas para se por, ficando naquela altura dos olhos que atrapalha para dirigir um tempão. No dia 02/05/12, a data que ficamos passeando pelo ártico, o sol iria se pôr as 11:15 da noite e nasceria por volta das 4:15. Quanto mais próximo ao solstício de verão, menor essa diferença, até zerar, ficar só dia. As plantas agradecem pois com luz intermitente elas conseguem se desenvolver sufic ientemente para depois, enfrentar novo rigoroso inverno. 

- Atigun Pass (milha 224/km 392)- O Continental Divide é um divisor de águas, uma linha imaginária que segue o cume das montanhas e vai do Alaska até o final das cordilheiras dos Andes, no Chile. O Atigun Pass passa por esse divisor de águas onde antingimos o topo da serra, a 1500 m de altitude. A estrada fica sinuosa e mais perigosa, principalmente com gêlo na pista. 

- North Slope (milha 275 a 355/ km 442 ao 571)- se a paisagem já estava surreal enquanto estávamos no Atigun Pass, depois dele podiamos muito bem estar em outro planeta. O pinheiros sumiram sendo subistituídos por ... tundra? Não, neve! Nessa época do ano vimos pouquíssima tundra, o que vimos mesmo foi gelo e por todos os lados, inclusive por cima e por baixo. Planícies contínuas cheias de neves e caribus, rebanhos enormes deles. E isso é que é mais incrível: existe vida nesse lugar do planeta. Além de caribus, vimos raposas, corujas, esquilos e muita ptargiman, a ave símbolo do Alaska. Procuramos mas não encontramos ursos, a raposa do ártico nem o boi almiscarado. Até brincamos que essa bicharada só não vai embora porque nunca mostraram para eles que existem lugares onde a grama é sempre verde! Imagina, o trabalho que esses animais têm para se alimentar! São campeões em sobrevivência! No North Slope, o sol nunca se põe entre dia 10 de maio e 2 de agosto e nunca aparece entre 18 de novembro e 23 de janeiro. E mesmo assim, quanta vida! 


Mas não chegamos a Deadhorse. Voltamos 95km antes de chegar lá, na latitude 70, pois já estávamos contentes com o que havíamos vivenciado além do termômetro estar marcando -16 graus celsius (não era noite, era começo de tarde) e da visibilidade ter ficado muito prejudicada com uma tempestade de neve que chegou com força do oceano. Desse ponto em diante, mudamos de sentido e ao invés de estarmos rumo ao norte, estaremos rumo ao sul, na segunda parte de nossa aventura. 


Nossa experiência foi nessa época do ano e a Dalton Highway acabou proporcionando a experiência de rodar no meio do gêlo e por isso foi única e inesquecível. A estrada tem alguns trechos de asfalto, muitos de terra mas em bom estado de conservação. Foi a estrada mais movimentada em termos de carga, com caminhões em alta velocidade mesmo, mas a maioria muito gentil quando nos ultrapassava. Saiba que essa não é uma estrada turística, é uma estrada de serviço portanto, os caminhoneiros sempre têm a preferencial.


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Alaska Highway

A Alaska Highway é a estrada faz a ligação por terra entre o Alasca e o resto do continente. Foi construída em 1942 e antes dela, somente por ar ou mar era possível chegar nas terras geladas do norte. Após os ataques em Pearl Harbor, os Estados Unidos acharam que o Alasca estava muito vulnerável a uma invasão por terra pelos japoneses e decidiram construir a estrada, como forma de proteger seu território. Tiveram pressa: em apenas oito meses, a estrada foi construída, mesmo com seus trabalhadores enfrentando o frio, a tundra, os mosquitos e o isolamento para tal empreendimento. Sorte os Estados Unidos terem uma relação cordial com o Canadá, que autorizou a construção da maioria dessa estrada em seu território.

A estrada em si já é é uma atração. Não apenas para nós brasileiros que saimos de casa com o carro e chegamos até aqui mas também para centenas de estadunidenses e canadenses que invadem essa estrada com seus trailers, motorhomes e motos, muitos carregando seu barco, sua varinha de pesca e quando inverno, seu snowmobile. No caminho, lagos, montanhas, rios fazem a festa dos viajantes.


A partir de meados de maio, todos os campings e atrações estão abertas, a espera dos turistas. Nossa experiência foi diferente, quase tudo estava era fechado. Mas mesmo assim, gostamos muito de percorrer esses 2.451 km de Dawson Creek/Canadá até Fairbanks/EUA. Abaixo, as principais cidades e alguns dos programas que mais gostamos:
Dawson Creek : O grande chamativo de Dawson Creek é ser o quilômetro 0, ou melhor, milha 0, da Alaska Highway.

Trecho de estrada entre Fort Nelson e o Liard River: vimos muitos animais em estradas do Alasca. Mas esse trecho é privilegiado. Vimos ursos pretos, bisões, carneiros, mooses, caribus, veados, coelhos e até lobo. Ande com a câmera preparada!

Muncho Lake: a estrada circunda o lago cor de jade. As paisagens são incríveis!
Watson Lake: fica em Yukon, no Canadá. Nessa cidade fica a Floresta das Placas, um lugar onde os viajantes prendem em alguns postes uma placa resumindo sua jornada. Hoje, a floresta conta com mais de 60.000 placas, de viajantes do mundo todo.

Whitehorse: é a capital de Yukon. É uma cidade agradável, com ciclovias e espaços para caminhadas. A cidade é bonita, mas quase passamos fome por lá, pois apesar de termos chegado num domingo, todos os restaurantes estavam fechados por não ser temporada.
Haines Junction: nesse trecho, a estrada beira o Kluane National Park, suas montanhas e lagos de espelho. Nesse parque nacional fica o Mount Logan, o pico mais alto do Canadá. Prepare-se para tirar muitas fotos!
Tok: a grande atração é ser a primeira cidade do Alasca com infraestrutura para o turista.
Fairbanks: final da Alaska Highway. Cidade com muitos atrativos, como podem ver nesse post.. Além disso, dela é possível ir conhecer as cidades do sul do Alasca (como Anchorage) e ir até o norte, pela Dalton Highway e cruzar o círculo polar ártico.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Fairbanks e Anchorage

Apesar do Alasca ser maior que a região sul e sudeste do Brasil juntas e ser o maior estado dos Estados Unidos, sua população é pequena 722.000 habitantes. A capital é Juneau, cujo acesso somente por barco ou avião. As cidaes mais populosas são Anchorage e Fairbanks. E são delas que vamos falar.
Anchorage, a maior cidade do Alaska, possui 296.000 habitantes e tudo que uma cidade grande possui: bons restaurantes, bons hotéis, franquias de alimentação, livraria, bancos, supermercados e shopping. Apesar de todas as facilidades, a cidade é bonita, cercada por montanhas nevadas e próxima a muitos pontos interessantes e selvagens como vários pontos para se avistar belugas no Turnagain Arm.

É uma cidade amiga do ciclista, com mais de 250 km de ciclovias pavimentadas. Possui muitas atrações como o Anchorage Museum of History and Art e o Alaska Native Heritage Center mas o que fomos visitar foi o ótimo Alaska Zoo. Esse zoológico é especializado nos animais que vivem no norte como as três espécies de urso: polar, grizzly e preto, as grandes atrações. Também conta com lince, raposa do ártico, lobos, volverines, lontra de rio, foca, musk oxen, corujas, gout mountain e dall sheep entre outros. As placas informativas são bem instrutivas e passamos um bom momento vendo os animais que não pudemos ver na natureza e tantos outros que cruzaram nosso caminho, observando de pertinho os detalhes.


Fairbanks é bem menor, com 97.600 habitantes mas também com muitas facilidades. Tem um ótimo Centro de Visitantes, o Morris Thompson Cultural and Visitors Center (101 Dunkel Street, downtown) com uma exposição que apresenta informações gerais sobre o povo do Norte, como a exploração do ouro, auroras boreais e hábitos.
Visitamos e recomendamos Museum of the North, com um acervo interessantíssimo. A vida do povo do norte, representada pelos artefatos que eles construiam e ainda constroem utilizando apenas os recursos disponíveis onde vivem. Ou seja, todas as partes dos animais como pele, tendão, órgãos, marfim. E de nenhuma forma sentimos pena ou dó desses animais, e sim ficamos admirados em como os esquimós são ninja ao conseguir enfrentar as dificuldades impostas pelo meio com tanta criatividade. Eles usam os animais para sobrevivência, assim como nós usamos os animais, mas não temos conhecimento disso. Essa forma de vida tão ligada a natureza da de 10 nos índios das regiões tropicais, cercados por plantas e vivendo num clima ameno. 

Além disso, Fairbanks é conhecida por ser uma cidade com alta incidência de auroras boreais. A primeira aurora que vimos foi perto de lá, na estrada. As auroras boreais são as luzes coloridas no céu, que parecem dançar, de um lado para o outro, de cima para baixo. São um espetáculo vistas ao vivo. A dureza é esperar a madrugada, quando o céu fica mais escuro e portanto, as auroras mais visíveis. No inverno, é muito mais fácil vê-las, aparentemente mesmo da cidade onde tem bastante luz. Existem hotéis que tem o serviço de ligar e acordar os hóspedes interessados nesse tipo de experiência assim que as auroras surgem no céu. No nosso caso, que não era inverno, varamos a madrugada atrás delas. Lembrando que para nós turistas, a aurora é coisa de outro mundo. Mas para os locais, é bem comum avistá-las, como contei sobre o desenho da criançada nesse post. O carnaval que fizeram no Fantático, de ter que andar de trenó de cachorros é no mínimo um exagero... 

Nas imediações de Fairbanks, existe um local onde é possível chegar bem perto do oleoduto de 1500 quilômetros, que leva o petróleo de Prudhoe Bay, no Oceano Ártico até o porto de Valdez, no Pacífico. Uma fantástica obra de engenharia que vale a pena ser visitada. Fica na Steese Expressway, na milha 8, entre Fairbanks e Fox. Bons programas não faltam nessas duas grandes cidades! 


Outras dicas: 
- o Alaska é um verdadeiro paraíso gastronômico. Só de salmão selvagem, existem cinco tipos. Ainda tem o king crab, o halibut, o clam chowdner e as carnes de caça como moose e caribu. Fomos e indicamos o Sea Galley, em Anchorage, onde experimentamos o snow crab e o fish and chips de salmão, divinos. Mas onde mais almoçamos e jantamos foi no supermercado Fred Meyer. Eles tem um buffet de salada divino, além de comidas prontas e sopas que podem ser aquecidas no microondas. Além disso, vendem kits de sushis maravilhosos (o gosto do salmão selvagem é muito melhor do que o mole salmão que comemos no Brasil). Viramos fãs de carteirinha do Fred Meyer e fomos muitas vezes lá, que além de comida, tinha wi-fi gratuita. Aproveite e faça umas comprinhas no supermercado, não esquecendo de passar na parte de peixes enlatados (fish can). Compre o salmão e crab ralados, os clams e não perca o salmão defumado.


- somos apaixonados por livrarias e adoramos a Barnes and Nobles, a rede de livraria estadunidense. Mas a de Fairbanks é um charme. No meio dela, uma enorme lareira com vários sofás, onde você pode sentar, ler, tomar um café e ainda, navegar na internet. 
- não pagamos um centavo de imposto em cima de produtos para consumo. Zero. Mas prepare-se pois os preços são mais altos que no resto dos EUA. Tanto que foi no Alasca que mais ficamos em free campings! - o Alasca tem várias cervejas locais. Valem a pena ser experimentadas. Gostamos bastante da Alaskan Beer Amber, deliciosa. E sem imposto!
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